A notícia foi publicada há cerca de um ano e meio, de qualquer maneira continua a ser amplamente partilhada em páginas de Facebook: "Novas fotografias perturbadoras mostram que a introdução de microchips em massa na Suécia começou". O título, chamativo, acaba por conduzir, no entanto, a uma página com um texto que começa de uma forma diferente: "Fotografias do microchipping sueco invadiram as redes sociais, e é de loucos."

Logo depois, surge uma fotografia que mostra quatro mãos, aparentemente de pessoas distintas, com um penso entre o dedo indicador e o polegar, local onde é feita a aplicação da tecnologia. O texto detalha que "empresas suecas estão a implantar microchips aos trabalhadores", que "os funcionários tiram fotografias do procedimento cirúrgico e partilham-no nas redes sociais", e que "o objetivo é oferecer aos suecos uma vida quotidiana mais cómoda". Ao longo do corpo da notícia, aparece ainda outra imagem que ilustra o momento exato da inserção do chip numa mão humana. De qualquer maneira, no site, que não pertence a um órgão de comunicação considerado credível, não é referido, em momento algum, que a aplicação dos pequenos dispositivos está a ser feita num elevado número de pessoas.

Ao contrário do que sugere o título da hiperligação que tem corrido as redes sociais, é falso que a Suécia tenha implementado de forma massiva a aplicação de microchips aos habitantes do país, tal como dá conta o Lead Stories, jornal norte-americano de verificação de factos.

Ainda assim, é verdade que há cerca de três anos começou a ser testada a utilização de chips em seres humanos no país do norte da Europa. O dispositivo substitui, por exemplo, o bilhete de identidade, o cartão de multibanco, bilhetes para transportes públicos e inúmeras palavras-passe.

chip
créditos: Pixabay

Diferentes notícias de órgãos de informação confiáveis dão conta de que até 2018 somente 3.500 suecos tinham aderido à tecnologia. No final do ano passado, o número subiu para cerca de 5 milhares e nas últimas semanas há relatos que asseguram que existem cerca de 6 mil pessoas que decidiram implantar microchips. Tendo em conta que o país tem cerca de 10 milhões de habitantes, 6 mil pessoas representam apenas 0,06% do total da população, logo não se trata de uma aplicação em massa, mas sim de um fenómeno absolutamente residual.

Para além das várias questões legais e éticas que levanta, a implementação de microchips no corpo humano tem riscos para a saúde, como infeções ou reações do sistema imunitário perante um elemento estranho à anatomia humana.

Em conclusão, é falso que a Suécia tenha implementado a introdução em massa de chips no corpo humano. O fenómeno existe há já alguns anos, também em países como a Alemanha e o Japão, contudo continua restrito a uma percentagem muito pequena da população.

Avaliação do Polígrafo:

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