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Sp. Braga pôs fim à maior série de sempre de Portugal sem atingir as meias-finais das competições europeias?

Polígrafo Futebol
O que está em causa?
Com uma reviravolta alucinante (de 2-0 para 2-4, com três golos em 15 minutos) na casa do Betis, o Sp. Braga apurou-se esta noite para as meias-finais da Liga Europa. Pôs fim ao maior jejum de sempre na história de clubes portugueses nas provas da UEFA?

Na mesma noite em que o FC Porto caiu em Nottingham (1-0), o Sp. Braga ganhou em Sevilha (4-2) e garantiu a presença de um clube português nas meias-finais de uma prova europeia. A última temporada em que tal tinha acontecido remonta a 2013/14, quando o Benfica de Jorge Jesus afastou a Juventus. Desde então, decorreram 11 épocas em que os quartos de final revelaram-se a melhor performance conseguida e esta seria a 12.ª.

 

Tratava-se de um record negativo?

As competições europeias disputam-se desde 1955/56, aquando da criação da Taça dos Campeões Europeus (embora somente a partir de 1955/58 houvesse duas provas e de 1960/61 três, com o começo, respetivamente, da Taça das Cidades com Feiras e da Taça dos Vencedores das Taças).

Nas cinco primeiras temporadas, nenhum clube português ficou entre os quatro melhores das provas em que participou. Em 1960/61, o Benfica entrou diretamente para a galeria dos vencedores, e logo da Taça dos Campeões. Nessa década, as águias chegariam por mais quatro vezes à final (1961/62, 1962/63, 1964/65 e 1967/68), vencendo a primeira delas. Ainda nos anos 60, o Sporting conquistou a Taça das Taças (1963/64).

A década de 70 revelou-se bem menos gloriosa, com zero finais e somente duas meias-finais: Benfica/Taça dos Campeões (1971/72) e Sporting/Taça das Taças (1973/74). É a partir daí que se irá gerar um período de “seca” de seis épocas, até 1980/81, quando o Benfica avançou até às meias-finais da Taça das Taças. Fixava-se um novo máximo.

A década de 80, de resto, seria bem mais proveitosa que a anterior. Benfica e FC Porto somaram cinco presenças (seis se contabilizada a do Benfica na Taça dos Campeões 1989/90) entre os quatro melhores das provas: a já citada em 1980/81, Benfica/Taça UEFA (1982/83), FC Porto/Taça das Taças (1983/84), FC Porto/Taça dos Campeões (1986/87) e Benfica/Taça dos Campeões (1987/88).

Os anos 90 mostravam-se prometedores na sua primeira metade, com quatro presenças nas meias-finais: Benfica/Taça dos Campeões (1989/90), Sporting/Taça UEFA (1990/91), FC Porto/Taça dos Campeões (1993/94) e Benfica/Taça das Taças (1993/94). Porém, a segunda metade seria dececionante, com os quartos de final a ser o teto competitivo.

De 1994/95 a 2001/02 (oito temporadas) formar-se-ia novo período sem disputar a eliminatória de acesso à final. A Taça UEFA de 2002/03 marca o fim desse novo maior tempo de jejum, quando FC Porto e Boavista ficam entre os quatro melhores (os dragões arrebatariam mesmo o troféu). Nas duas épocas seguintes, duas finais (FC Porto/Taça dos Campeões 2003/04 e Sporting/Taça UEFA 2004/05).

Até 2010/11 (cinco épocas), as meias-finais foram uma miragem para os emblemas portugueses. Mas a já denominada Liga Europa dessa temporada teve três clubes lusos: FC Porto (que levantaria a taça), Sp. Braga (finalista) e Benfica.

A segunda década do século XXI teve, na primeira metade, sucessivas idas de clubes nacionais a essa fase das competições europeias: Sporting/Liga Europa (2011/12), Benfica/Liga Europa (2012/13) e Benfica/Liga Europa (2013/14).

Assim, é verdadeiro que, até hoje, estava mesmo em curso o maior espaço de tempo (11 épocas) em que clubes portugueses não chegavam às meias-finais das provas europeias. O Sp. Braga pôs-lhe fim.

 

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Avaliação do Polígrafo:

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