"A Federação PróToiro encomendou uma sondagem nacional à Eurosondagem que teve como objectivo aferir a opinião dos portugueses face às actividades tauromáquicas. Os dados são muito muito positivos com 86,7% a aprovar as corridas em Portugal. A Eurosondagem realizou o estudo de opinião nos dias 14 a 19 de dezembro, com um total de 1.100 entrevistas telefónicas validadas e um erro máximo da amostra de 2,92% para um grau de probabilidade de 95%", destaca-se no texto da publicação.
"'Qual a sua postura em relação às touradas?' 30,3% dos inquiridos diz que é aficionado; 33,7% diz que o tema lhe é indiferente; 22,7% diz não gostar mas respeita a liberdade de escolha; 11% afirma ser contra a realização das mesmas; 2,3% que disse não saber a resposta ou preferiu optar por não responder. Assim, 86,7% não tem uma posição contrária às touradas", conclui-se.

Confirma-se a veracidade desta informação, ou as denúncias de fake news têm razão de ser?

A sondagem foi mesmo realizada e divulgada na semana passada em vários órgãos de comunicação social.

"Pouco mais de 67% dos inquiridos numa sondagem não votariam num partido que tentasse proibir as touradas. O estudo de opinião foi feito pela Eurosondagem para a PróToiro - Federação Portuguesa de Tauromaquia e contou com 1.100 respostas válidas", informou o jornal "Público", a título de exemplo.

"Na resposta à pergunta 'qual a sua postura em relação às touradas?' 30,3% dos inquiridos afirmam ser aficionados, 33,7% dizem que o tema lhes é indiferente, 22,7% admitem não gostar mas respeitam a liberdade de escolha e 11% mostram-se contra as actividades tauromáquicas", salienta-se no mesmo artigo, confirmando assim os dados veiculados na publicação sob análise.

A única dúvida consiste no título do texto do blog que agrega estes números e conclui que "86,7% dos portugueses não tem posição contrária" às touradas. Nestas contas englobam-se os 22,7% que "admitem não gostar", mas também "respeitam a liberdade de escolha", pelo que é legítimo considerar que não têm uma posição contrária às touradas (ou, talvez mais rigorosamente, não têm uma posição favorável à eventual proibição das touradas).

Classificamos assim esta publicação como verdadeira, apesar das denúncias em sentido oposto.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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