Um gráfico divulgado a 27 de abril, no Facebook, mostra o saldo populacional de Portugal ao nível de nados-vivos, óbitos e a diferença entre eles. Ou seja, o saldo natural, entre os anos de 2012 e 2021. "Há 13 anos consecutivos que Portugal regista um saldo natural negativo", destaca-se em comentário no topo da publicação.

Os dados mais recentes foram compilados pela Pordata e mostram que, de facto, desde pelo menos 2009 que o saldo natural de Portugal é negativo, ou seja, estão a morrer mais pessoas do que aquelas que nascem. Nesse ano, o saldo era ainda de -4.943, mas desde 2013 (-23.767) que este ultrapassou a barreira dos -20 mil e, em 2021, atingiu mesmo os -45.220.

No portal dedicado ao Plano Nacional de Saúde (PNS), o Serviço Nacional de Saúde (SNS) nota que, em 2019, estimava-se que a população em Portugal era de 10.295.909 habitantes, dos quais 52,8% do sexo feminino e 49,2% do sexo masculino e que, entre 2011 e 2019, "houve um decréscimo de aproximadamente 2% da população portuguesa, devido ao saldo natural persistentemente negativo ao longo dos anos".

Também o índice de envelhecimento "aumentou em Portugal entre 2011 e 2019, passando de 127,6 para 163,2 idosos por cada 100 jovens (menores que 15 anos)", assim como o índice de dependência, que aumentou no mesmo período de 51,4 para 55,6 jovens e idosos por cada 100 pessoas em idade ativa.

No que respeita ao número de nados-vivos, este "teve um decréscimo superior a 10% entre 2011 e 2019", importando contudo notar que a taxa bruta de natalidade "apresentou uma tendência de estabilização nos últimos cinco anos do período". No sentido contrário, "a taxa bruta de mortalidade apresentou uma tendência crescente no período entre 2011 e 2019, tendo-se registado, em 2019, um valor de 1.086,7 óbitos por 100.000 habitantes".

"No triénio 2017-2019, as principais causas de morte foram as doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos, sendo estes últimos responsáveis, no mesmo período, pela maior proporção de mortes prematuras. Em relação à taxa de mortalidade prematura padronizada pela idade, por todas as causas, em 2018, em Portugal, verificou-se que cerca de 67 % desses óbitos são considerados como mortalidade evitável. Entre as principais causas de morte estão alguns tumores malignos", informa-se no portal do PNS.

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