Desde o final de maio está a circular nas redes sociais a fotografia de um posto de abastecimento de combustíveis junto a uma ciclovia. Uma fila de carros em espera para abastecer ocupa parcialmente a via destinada a velocípedes. No Facebook, um utilizador afirma mesmo que na Rua Castilho é necessário "atravessar a ciclovia para colocar gasóleo".

Através da aplicação Google Maps, é possível localizar este posto de abastecimento na Rua Castilho, junto ao Marquês de Pombal. Na imagem de street view, captada em agosto de 2021, é igualmente  visível uma fila de automóveisque começa a formar-se a partir da ciclovia, porque este é precisamente o único acesso visível ao posto de abastecimento.

Ao Polígrafo, fonte oficial da Câmara Municipal de Lisboa (CML) afirma ter conhecimento desta sobreposição de vias de circulação. "Esta obra foi realizada em 2020 e baseia-se numa ciclovia pop-up, ou seja, uma reserva de canal destinada a ciclistas. À data, a CML optou por esta solução por ser de execução rápida e por permitir analisar a sua utilidade para, numa segunda fase, se construir uma ciclovia regulamentada e de carácter definido", esclarece o executivo municipal.

Em junho de 2020, quando Fernando Medina ainda estava à frente da autarquia, foi apresentado um plano de medidas de mobilidade, do qual constava a promessa da criação de mais 50 quilómetros de ciclovia até ao final desse ano, bem como a comparticipação na compra de bicicletas.

"Esta obra foi realizada em 2020 e baseia-se numa ciclovia pop-up, ou seja, uma reserva de canal destinada a ciclistas. À data, a CML optou por esta solução por ser de execução rápida e por permitir analisar a sua utilidade para, numa segunda fase, se construir uma ciclovia regulamentada e de carácter definido".

O executivo agora liderado por Carlos Moedas refere que a situação já está, atualmente, "assinalada pelos serviços municipais" e que "já tem uma revisão ao projeto quase pronta". Estima ainda que a situação seja resolvida "o quanto antes". Além disso, assinala que a autarquia de Lisboa, através da EMEL, está a "desenvolver o projeto definitivo que irá resolver este tipo de situações".

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