"Está quase, o euro está a chegar ao valor do dólar. Em maio de 2021, a relação euro/dólar norte-americano era de 1,22. Hoje já vai em 1,037, uma queda de 15%. Na incerteza do tempo de guerra, o dólar funciona como moeda de refúgio, reforçando a liderança de todo o mundo dito ocidental. Não é só o euro que afunda, o iene japonês segue o mesmo caminho", lê-se no post de 12 de maio no Facebook, denunciado como falso ou enganador para verificação de factos pelo Polígrafo.

"Pelo andar da carruagem, qualquer dia o euro pode acabar e a Europa passar a usar o dólar como a sua moeda. Vale o mesmo. Esta situação é dramática para a Europa, a grande perdedora da guerra. A Europa não precisa de moeda fraca porque é exportadora de produtos de alto valor acrescentado, mas passa a pagar mais caro tudo o que importa. Cabecinhas pensadoras, estas borboletas da comissão liquidatária da Europa", acrescenta-se no mesmo texto, em letras maiúsculas.

O gráfico difundido na publicação tem origem no "DailyFx", um portal de informação financeira, e mostra que, às 22h de 13 de maio, sexta-feira, o euro negociava a 1,04051 dólares, mas no final de tarde de segunda-feira estava nos 1,0574 dólares. "Depois de romper o nível 1,0500, o euro/dólar parece ainda mais propenso a encaminhar-se para a paridade nos próximos meses. Por enquanto, porém, o euro/dólar é negociado dentro da grande zona de suporte (laranja) que o apoiou no passado em várias ocasiões".

De acordo com John Kicklighter, diretor de estratégia do portal, o nível de 1,0350, registado às 22:06 de 12 de maio, foi "a última paragem para a moeda mais líquida do mundo antes de termos que olhar para 2003 para níveis de suporte comparáveis". Segundo o jornal "Financial Times", a Amundi (empresa francesa de gestão de ativos) estima que o euro vai cair para a paridade com o dólar norte-americano já este ano, uma vez que "a crescente ameaça de recessão impede o Banco Central Europeu de elevar as taxas de juro acima de zero".

Vincent Mortier, diretor de investimentos da Amundi, espera que o Banco Central Europeu "priorize manter um controlo sobre os custos de empréstimos dos Governos" em vez de combater a inflação. "Estamos a enfrentar um crescimento menor ou provavelmente uma recessão na zona do euro. Vemos o euro em paridade [com o dólar norte-americano] nos próximos seis meses", afirmou Mortier ao referido jornal.

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