"Sabes que a invasão está a correr mal quando a oposição cria uma 'linha telefónica para rendições" para os teus soldados. A Ucrânia também devia criar um número especial para Putin", lê-se num tweet de 21 de maio. Na mesma rede social, várias publicações assinalam a criação de uma linha telefónica para desertores do exército russo e algumas citam o jornal "The Kyiv Independent". Será mesmo assim?

No site do jornal ucraniano "The Kyiv Independent" é possível encontrar a notícia que muitos tweets referem, contudo esta remete para um outro jornal como sendo a fonte original, o "Ukrainska Pravda".

Na notícia, publicada a 21 de maio, é explicado que após detetarem conversas telefónicas de soldados russos que pretendem abandonar a guerra, o Serviço de Segurança da Ucrânia decidiu criar uma linha telefónica de ajuda que "funciona para números russos e ucranianos". O artigo remete para uma publicação no Facebook dos serviços secretos ucranianos.

“Damos uma dica para os invasores que querem manter-se vivos: liguem para o 2402 e rendam-se. Esta linha direta foi especialmente pensada para estes casos e vão ajudá-lo”, pode ler-se na publicação que também partilha áudios de supostas conversas de soldados que terão sido interceptadas.

Na publicação, o Serviço de Segurança da Ucrânia escreve ainda que os militares “comparam o serviço no exército russo com a escravidão, uma violação dos direitos humanos e estão prontos para desertar”.

Não é a primeira vez que a Ucrânia cria linhas telefónicas especiais desde o início da invasão. Em março, o Governo ucraniano abriu uma linha telefónica direta para os pais russos descobrirem se os seus filhos estão entre os mortos ou capturados. O Ministério da Defesa publicou números de telefone e um endereço de e-mail para dar informações sobre os capturados e as mães foram mesmo convidadas a ir buscar os seus filhos a Kiev.

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