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Seis voluntários faleceram por terem tomado a vacina contra a Covid-19 produzida pela Moderna?

Coronavírus
Este artigo tem mais de um ano
O que está em causa?
Em mensagem a circular nas redes sociais garante-se que "seis pessoas que tomaram a vacina morreram" e essa informação terá sido confirmada por um relatório da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA sobre a substância criada pela Moderna, empresa norte-americana de biotecnologia. Verdade ou falsidade?

“O documento informativo da FDA sobre a vacina Covid-19 da firma Moderna. Seis pessoas que tomaram a vacina morreram. Em dois casos, a causa da morte é desconhecida. A maioria das pessoas morreu 30-45 dias após a injeção. Essas vacinas não curam nada. Essas vacinas são a doença”, alega-se na publicação em causa.

vacina covid

Confirma-se que seis voluntários faleceram por terem tomado a nova vacina produzida pela Moderna?

No dia 18 de dezembro, a FDA aprovou a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa de biotecnologia Moderna. Através de um documento publicado na véspera, a FDA informou que, até ao dia 3 de dezembro, faleceram 13 participantes na fase de testes da vacina: dos quais seis tomaram mesmo a vacina e sete foram inoculados com um placebo salino.

Segundo a FDA, agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, dois dos seis óbitos que tomaram a vacina eram voluntários com mais de 75 anos de idade e problemas cardíacos anteriormente diagnosticados: um morreu de paragem cardiorrespiratória 21 dias depois de ter tomado a primeira dose; outro não sobreviveu a um enfarte de miocárdio 45 dias após a segunda injeção. 

No mesmo documento indica-se que outros dois faleceram por causas desconhecidas ou incertas: um voluntário de 70 anos com problemas cardíacos morreu 57 dias depois de receber a segunda dose da vacina, ao passo que um de 56 anos com problemas de hipertensão e dores crónicas nas costas, estando a tomar analgésicos com ópio, morreu 37 dias após a primeira toma.

Quanto aos restantes dois óbitos que tomaram a vacina, um tinha 72 anos de idade, doença de Crohn e síndrome do intestino curto, tendo sido hospitalizado na sequência de uma litíase urinária que lhe provocou trombocitopenia e insuficiência renal. E o outro foi um caso de suicídio, registado 21 dias depois de lhe ter sido administrada a primeira dose da vacina.

A FDA conclui que “estas mortes verificadas representam casos que ocorrem na população em geral, dentro destes grupos etários, numa taxa similar“. Ou seja, nada no documento da FDA aponta para que a vacina esteja na origem da morte destas seis pessoas.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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