Este domingo, 29 de maio, João Caetano Dias recorreu ao Twitter para denunciar uma situação no Aeroporto de Lisboa. De acordo com o liberal, vários turistas ficaram horas à espera de atendimento na sequência de um "plenário" do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Constrangimentos foram confirmados pelo SEF.

Ao Polígrafo, fonte oficial do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras esclarece que uma reunião de trabalhadores realizada, no passado domingo, por um dos três sindicatos, entre as 6h00 e as 9h00 da manhã, "provocou constrangimentos na área das chegadas do Aeroporto de Lisboa".

Ainda assim, garante a mesma fonte, "nesse intervalo de tempo foi possível assegurar os serviços mínimos, nos termos da lei". Estimativas da ANA Aeroportos prevêem que esta reunião de trabalhadores tenha afetado "mais de 4.500 passageiros", mas nada decorreu sem pré-avisos. "Como ocorre nestas situações, o SEF comunicou antecipadamente à ANA Aeroportos e às companhias aéreas, tendo a primeira efetuado um alerta sobre a mesma, no sítio do aeroporto, para a possibilidade de constrangimentos no controlo de fronteiras." SEF assegura ainda que a Direção Nacional "é alheia a esta iniciativa", que, de resto, "decorre do exercício de direitos sindicais".

À Agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Inspetores de Investigação e Fiscalização das Fronteiras Renato Mendonça explicou que o plenário de domingo foi convocado por delegados sindicais "a pedido da generalidade dos trabalhadores do aeroporto de Lisboa", em sequência da extinção do SEF: "O SEF está extinto, mas não está extinto e ninguém se chega à frente para explicar o que nos vai acontecer no futuro. Isto mexe com a vida profissional, familiar, com a estabilidade emocional dos trabalhadores."

Renato Mendonça alertou ainda para a possibilidade de se voltarem a verificar os constrangimentos do último domingo: "É um problema estrutural e isto acontece todos os dias porque num período curto de tempo nos aeroportos durante o período da manhã que tem mais fluxo aeroportuário, chegam a aterrar 25 mil pessoas ou mais e apenas existem 16 posições de atendimento. É impossível fazer passar 25 mil pessoas apenas por 16 posições. Enquanto isto não for resolvido vai continuar a acontecer."

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