"A Rússia ultrapassou a Arábia Saudita, sendo agora o primeiro exportador de petróleo com destino à China. O quadro em milhões de toneladas (tonelada corresponde a 7,3 barris de crude). O preço do Ural mantém-se 33% inferior ao Brent", lê-se no post de 20 de junho no Facebook, sinalizado para verificação de factos pelo Polígrafo. Exibe uma tabela que supostamente comprova que a Rússia ultrapassou recentemente a Arábia Saudita como principal exportador de petróleo para a China.

Nessa tabela, a Rússia surge com o maior número de exportações mensais de petróleo para a China, no contexto das sansações económicas de que foi alvo na sequência da invasão militar da Ucrânia. Os dados estão corretos?

O Polígrafo consultou o portal da Administração Geral de Alfândegas da China, onde estão compilados todos os dados relativos às importações e exportações chinesas (de qualquer tipo de produto e para qualquer região). Assim, no que ao petróleo bruto diz respeito, é verdade que a Rússia assumiu, no último mês de maio, a liderança da tabela de importações da China (8,42 milhões de toneladas). A Arábia Saudita, que nos meses anteriores (janeiro, fevereiro, março e abril deste ano) estava posicionada em primeiro lugar, ocupa agora a segunda posição (7,82 milhões de toneladas).

Uma comparação em relação ao mês de maio do ano passado mostra que a Rússia exportava, nessa altura, 5,44 milhões de toneladas de petróleo para a China. Este número contrasta com 7,19 milhões de toneladas exportados pela Arábia Saudita. Os russos aumentaram em 55% as exportações face ao período homólogo do ano passado, enquanto os sauditas aumentaram em apenas 9%.

De acordo com a agência Reuters, apesar das sanções aplicadas pelos Estados Unidos da América ao Irão, o país contribuiu para as importações da China com 26o mil toneladas de petróleo no último mês. Por seu lado, a Venezuela não exportou petróleo bruto para os chineses, mostram os mesmos dados relativos ao mês de maio.

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Avaliação do Polígrafo:

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