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Rui Rocha na CNN: “O PS perdeu cerca de um terço da expressão eleitoral”

Política
O que está em causa?
Um dia depois de "fugir" a um Governo da AD, o líder dos liberais foi entrevistado na CNN Portugal, onde definiu três possíveis cenários de "permanência" na Assembleia da República. Um deles será o de apenas "estar" no Parlamento ao lado de todos os outros deputados. Desta vez, no entanto, a direita estará mais aconchegada: "O PS perdeu praticamente um terço daquilo que era a sua expressão eleitoral."

Primeiro, o fatalismo; depois, as opções. Afinal, Rui Rocha não exclui fazer parte de um Governo da Aliança Democrática (AD), apesar de também não excluir uma “estadia” neutra no Parlamento. Ou até um entendimento caso a caso. No fundo, Rui Rocha foi ontem à CNN Portugal garantir que todas as vontades do seu eleitorado continuam de pé e que assim ficarão até depois das reuniões com Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém.

Mesmo sem um “sim” claro para a direita moderada, para Rocha, sem surpresas, o essencial destas eleições é o “não” com que o país respondeu ao Partido Socialista (PS): “O PS perdeu praticamente um terço daquilo que era a sua expressão eleitoral. Os portugueses disseram uma coisa evidente: não queremos mais o PS, este modelo de governação socialista está esgotado.” Tem razão?

Os dados da noite eleitoral – que ainda não contabilizam os deputados eleitos pelos círculos da Europa e fora da Europa – mostram que se, em 2022, os socialistas tinham inundado a AR com 120 mandatos, este domingo caíram para os 77 (número ao qual podem acrescentar mais quatro, um cenário ainda assim improvável).

Contas feitas, o partido de Pedro Nuno Santos perdeu, por agora, 43 lugares de deputado, ou seja, 35,8% (ligeiramente mais do que 1/3) da representação de 2022, durante a maioria absoluta de António Costa.

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Avaliação do Polígrafo:

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