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Rui Rocha afirma que gratuitidade dos transportes é “um disparate”, mas liberais prometem essa medida no Porto?

Política
O que está em causa?
Rui Rocha criticou o adversário do PSD na corrida à presidência da Câmara de Braga por defender os transportes públicos gratuitos na cidade, medida com a qual diz que "nem os comunistas" concordam. No entanto, na candidatura de Pedro Duarte ao Porto, numa coligação que a Iniciativa Liberal (IL) integra, faz-se campanha com esta mesma proposta. Ao Polígrafo, o partido não quis prestar esclarecimentos sobre esta situação.
© Manuel de Almeida/Lusa

“Já nem os comunistas defendem a gratuitidade do transporte para todos porque percebem que o foco deve ser na frequência, na pontualidade e na qualidade do serviço. Só mesmo o candidato do PSD à Câmara de Braga é que insiste no disparate“, escreveu Rui Rocha, ex-presidente da Iniciativa Liberal (IL) e agora candidato à Câmara Municipal de Braga, num tweet

Neste post, o liberal anexou um excerto de uma intervenção de João Ferreira, o candidato da CDU – coligação PCP – PEV – à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, que considerou que na cidade, a “gratuitidade dos transportes públicos não deve ser, neste momento, a prioridade“, uma vez que “o bloqueio não é o preço e sim a oferta”.

Não demorou, no entanto, para que nas redes sociais se destacasse uma alegada contradição do lado de Rui Rocha. Isto porque uma das promessas de campanha de Pedro Duarte, o candidato ao Porto pela coligação “O Porto somos nós”, que a IL integra, é exatamente esta.

A 17 de setembro, Pedro Duarte fez uma publicação sobre a proposta para os transportes públicos passarem a ser gratuitos “para todos os portuenses, sem exceções”.

“A gratuitidade é mais do que uma medida económica, é um convite a mudar hábitos e a reconquistar a cidade. Os benefícios são claros: menos trânsito e ruído, menos poluição e ar mais limpo”, sublinhou o candidato, que considera esta “uma medida de justiça social, fazendo com que todos tenham o mesmo direito de se deslocar, estudar, trabalhar e viver a cidade”.

Questionado pelo Polígrafo, o Iniciativa Liberal não quis prestar esclarecimentos adicionais.

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Avaliação do Polígrafo:

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