Depois de, no debate frente a André Ventura, Rui Rocha ter apelidado de "socialista" o discurso do Chega, a crítica segue agora para o verdadeiro secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, numa entrevista hoje publicada no jornal "Expresso".

Questionado sobre um novo ciclo de reformas prometido pelos socialistas, Rui Rocha quis desmascarar o seu secretário-geral: "Pedro Nuno Santos já veio dizer duas coisas muito decisivas. Por um lado, que as projeções económicas em que se baseia são de um crescimento abaixo de 2%. Mais do mesmo. Um país estagnado, um país que não consegue dar o salto no crescimento económico. E depois que a sua prioridade não é o IRS."

Além disso, o líder dos liberais explicou que "o esforço fiscal a que os portugueses estão a ser chamados neste momento é muito alto", resultado de "impostos altos e de baixos salá­rios". Portanto, "nós começamos a pagar muito, a sofrer uma progressividade muito grande do imposto já em salários relativamente baixos. E creio que as pessoas percebem que com o PS nem há crescimento económico nem há alívio fiscal nas suas vidas". Confirma-se?

Basta olhar para os últimos anos de Governo socialista para perceber que a afirmação do liberal é falsa: sim, houve crescimento económico. E sim, prevê-se que haja crescimento económico mesmo nos próximos anos.

Ao nível da taxa de crescimento real do PIB, tal como o Polígrafo já analisou noutras alturas, o período entre 2016 e 2019 (formando o quadriénio do primeiro Governo do PS baseado na geringonça que tomou posse no final de 2015) destaca-se com as variações mais positivas desde 2002, quando Portugal aderiu à moeda única europeia. A saber: +2,02% em 2016, +3,51% em 2017, +2,85% em 2018 e +2,68% em 2019. Média de 2,76%.

E depois de uma quebra substancial em 2020, ao nível de -8,25%, voltou a subir em 2021, ao nível de 5,74%, em 2022 nova variação positiva, +6,83%, e em 2023 um recuo no crescimento para os 2,3%, ainda assim acima das previsões do Governo e do Banco de Portugal. A média geral de crescimento desde 2016 é então de 2,21%.

Porém, já este ano, a Comissão Europeia prevê que o país continue a crescer, ainda que apenas 1,3% (igual à média da União Europeia), ocupando o 20.º lugar na tabela de países cuja economia mais vai crescer no próximo ano.

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Avaliação do Polígrafo:

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