"A tabela de remunerações dos magistrados e a que o Governo quer fazer aprovar na votação de amanhã no plenário da Assembleia da República. Um professor que consiga chegar ao topo da carreira ganha menos do que um juiz estagiário. O Governo acha pouco e ainda quer aumentar mais. Que justiça na Justiça!"

Esta foi a mensagem publicada por Rui Rio, presidente do PSD, na sua página na rede social Twitter, a 30 de maio. O tweet incluía duas imagens: a atual tabela de remunerações dos magistrados; e a nova tabela proposta pelo Governo do PS, estabelecendo aumentos nas remunerações de vários escalões, no subsídio de compensação e nas despesas de representação.

É verdade, como escreveu Rio, que um professor no topo da carreira ganha menos do que um juiz estagiário?

De facto, presentemente, um juiz estagiário aufere um vencimento bruto de 2.54991 euros, acrescido de um subsídio de compensação (livre de IRS e pago em 14 meses) de 775,00 euros. No total tem um rendimento bruto de 3.324,91 euros.

Por seu lado, um professor no 10º escalão (topo da carreira docente) aufere um vencimento bruto de 3.160,02 euros. Ou seja, menos 164,89 euros do que um juiz estagiário (pode conferir aqui as tabelas de remunerações dos docentes em 2018).

Mediante a nova tabela de remunerações proposta pelo Governo, um juiz estagiário passará a auferir um rendimento bruto de 3.424,91 euros, pelo que a diferença em relação a um professor no topo da carreira será ainda maior: 264,89 euros.

Em suma, a afirmação em análise de Rio é correta e fundamentada em factos comprovados.

Avaliação do Polígrafo:

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