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Rui Reininho disse que “deveríamos estar preparados para uma guerra contra ‘jihadistas’ que invadem a Europa”?

Sociedade
O que está em causa?
Pretensa citação do vocalista dos GNR (sigla de Grupo Novo Rock) está a ser partilhada nas redes sociais como destaque de uma recente entrevista que concedeu a um "podcast" do jornal "Expresso". Mas será que o músico portuense (e portista) proferiu realmente tal frase "contra 'jihadistas' que invadem a Europa"?

Por entre um excerto da letra (“Há um lixo novo pra limpar / Um grito surdo que tentam calar”) de uma canção (“Mais vale nunca”) dos GNR que ressoa na publicação em causa, partilhada nas redes sociais, destaca-se uma citação do vocalista Rui Reininho que está a gerar controvérsia e pedidos de verificação.

“Psicologicamente, acho que deveríamos estar preparados para uma guerra contra ‘jihadistas’ que invadem a Europa“, terá declarado Reininho, numa recente entrevista.

Esta citação é verdadeira ou falsa?

É falsa. Trata-se da adulteração de uma imagem de destaque que a SIC Notícias difundiu nas redes sociais, com uma frase extraída de uma entrevista que Reininho concedeu, no início de agosto, a um “podcast” (intitulado como “O Mundo a Seus Pés”) do jornal “Expresso”.

“Psicologicamente, acho que devemos estar preparados para a guerra“, disse realmente o vocalista dos GNR, mas sem qualquer referência aos “jihadistas” que “invadem a Europa”. Essa parte falsa foi acrescentada na publicação que já acumula milhares de interações nas redes sociais, propagando assim uma citação apócrifa.

Na entrevista verdadeira, depois de explicar como é que conseguiu escapar ao recrutamento para a Guerra Colonial Portuguesa, questionado sobre “como é que reagiria [se voltasse a ter 18 anos] ao apelo atual dos governos europeus para que os jovens se preparem para a guerra”, o músico respondeu: “Psicologicamente acho que sim, devemos estar preparados.”

Mas referia-se genericamente a uma capacidade de resistência contra “um willpower [força de vontade, determinação] imperialista“, evocando até a preferência por uma preparação ao nível de “guerrilha urbana” em detrimento dos avultados investimentos em armamento convencional, nomeadamente aeronaves militares.

Em suma, não mencionou “jihadistas” que “invadem a Europa” e, no essencial, expressou ideias anti-militaristas e anti-imperialistas, com diversos apontamentos irónicos à mistura.

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Avaliação do Polígrafo:

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