No plenário desta quinta-feira (11) à tarde na Assembleia da República, o deputado do Chega afirmou que “há 35 empresas públicas em falência técnica“.
“Quando falamos do setor empresarial do Estado, falamos de um verdadeiro gigante que em vez de servir os portugueses parece alimentar-se deles. Um setor onde a regra é gastar muito, explicar pouco e apresentar resultados que fariam qualquer empresa privada fechar portas em poucas semanas. A recente análise do Conselho das Finanças Públicas (CFP) mostrou aquilo que muitos continuam a fingir que não veem: várias empresas públicas dão prejuizos sistemáticos e 35 estão em falência técnica”, disse Rui Paulo Sousa. Confirma-se?
De facto, de acordo com o mais recente relatório do CFP sobre o Setor Empresarial do Estado (SEE), com dados de 2024, as empresas públicas “mantiveram resultados globais negativos, não obstante a melhoria dos indicadores de estrutura financeira”. Além disso, e apesar de os rácios de autonomia financeira (27,7%) e solvabilidade (38,4%) se terem reforçado, um total de “35 empresas encontravam-se em situação de falência técnica“.
“No final de 2024, quase dois terços das empresas analisadas apresentavam capitais próprios negativos. No total, 35 empresas encontravam-se nessa situação de ‘falência técnica'”, especifica o documento. São mais seis do que em 2023, um “aumento explicado pela inclusão de novas ULS”.
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