"Cristiano Ronaldo vendeu a sua bola de ouro conquistada em 2013 ao homem mais rico de Israel", destaca-se numa publicação no Facebook, datada de 15 de janeiro.

A mesma informação circula no Twitter, onde se alega que o jogador de futebol português vendeu o troféu por 600 mil euros. "Ele já é quase bilionário em euro e dólar em conjunto, para quê? Estar a vender um prémio da carreira que foi conquistado pelo suor e trabalho?", questiona-se em tom de incredulidade. 

A informação partilhada é verdadeira?

Uma pesquisa pela alegação divulgada nas redes sociais revela várias notícias publicadas a 11 de janeiro de 2023. O que fica por mencionar na maioria das peças, bem como nas redes sociais, é o facto de a notícia não ser nova. Remonta, aliás, a 2017, quando a "Marca" deu conta de que o novo acionista do Atlético de Madrid, Idan Ofer, tinha adquirido, em outubro desse ano, uma das réplicas existentes da Bola de Ouro ganha por Cristiano Ronaldo em 2013.

O multimilionário israelita pagou 600 mil euros pelo troféu que estava a ser licitado num leilão organizado pela fundação Make-A-Wish. Tal como esclareceu o jornal espanhol, ao vencer a segunda Bola de Ouro, em 2013, Ronaldo recebeu o troféu original e duas réplicas: uma para o Real Madrid expor numa sala de troféus e outra para doar a instituições de caridade.

Na origem da onda de partilha desta informação com cinco anos está um artigo do jornal inglês "The Mirror", em que se recorda o sucedido. Em suma, a alegação analisada está a ser partilhada de forma descontextualizada e a produzir desinformação, uma vez que Cristiano Ronaldo não vendeu o troféu em causa, doou para que fosse leiloado numa ação a reverter para uma causa solidária. Além disso, o facto ocorreu em 2017.

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