“Não é que o Chega seja o partido fascizante e que agora todos tenham que se unir contra a candidatura de André Ventura. A verdade é que o socialismo tomou conta do nosso país ao longo dos últimos 50 anos, apoderou-se do aparelho do Estado, utilizou-o a seu benefício pessoal, corrompeu as instituições… As eleições disseram-nos que o espaço não-socialista é superior ao espaço socialista. Se somarmos os votos da esquerda, não têm nem 40% dos votos”, afirmou esta terça-feira a deputada do Chega, Rita Matias, frente-a-frente com a socialista Eva Cruzeiro no NOW.
A deputada da extrema-direita referia-se ao especificamente ao “Partido Socialista”, uma vez que juntou ao Chega o PSD, CDS-PP e IL na soma de votos “não-socialistas”. Ora, assim sendo, é falso que “o socialismo” tenha tomado “conta do nosso país ao longo dos últimos 50 anos”. Nem em contexto presidencial, nem nos sucessivos Governos do último meio século.
Exemplo disso são os mandatos de Aníbal Cavaco Silva e de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República, ambos historicamente ligados ao PSD e apoiados pelo partido na candidatura a Belém. No Governo, os últimos 50 anos ficaram também marcados pelas lideranças de vários social-democratas, entre eles Francisco Sá Carneiro, Aníbal Cavaco Silva, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e Pedro Passos Coelho.
Ou seja, é errado afirmar, como fez Matias, que “o socialismo tomou conta do nosso país ao longo dos últimos 50 anos”.
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