Esta segunda-feira, 8 de setembro, a candidata à Câmara lisboeta pela coligação Viver Lisboa (que junta PS, Bloco de Esquerda, Livre e PAN), Alexandra Leitão, criticou, em entrevista à SIC Notícias, a acção de Carlos Moedas nos dias que se seguiram ao acidente do Elevador da Glória, que provocou a morte de 16 pessoas no passado dia 3.
A título de exemplo, referiu que a reunião extraordinária do executivo camarário desta segunda-feira “não foi marcada (…) por iniciativa do presidente da Câmara”. “A reunião extraordinária de hoje realizou-se não porque o presidente da Câmara tivesse tido a iniciativa de liderar o executivo a que preside, mas porque alguém da oposição pediu essa reunião”, afirmou a candidata. Será verdade?
Sim. A reunião extraordinária do executivo foi convocada pelo Presidente da Câmara de Lisboa a pedido do PCP. No site do partido está disponível para consulta a proposta dos vereadores comunistas referente à reunião extraordinária. No documento lê-se: “O PCP solicitou a convocação desta reunião extraordinária da CML, exclusivamente, para abordar as questões relacionadas com o trágico acidente no Elevador da Glória no passado dia 3 de setembro de 2025.”
A 3 de setembro – horas após o acidente – na página oficial da CDU de Lisboa no X, a coligação já sublinhava a urgência da reunião, que aconteceria cinco dias mais tarde. “Os vereadores do PCP manifestaram já ao Presidente da CML a necessidade de ser realizada uma reunião da CML extraordinária, no mais curto período de tempo”, lia-se no comunicado publicado na rede social.
Sendo assim, é verdade: a reunião extraordinária do executivo camarário lisboeta foi marcada depois de um pedido apresentado pelo PCP, um dos partidos da oposição.
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