"Até ao ano 2000, se as tendências atuais continuarem, iremos utilizar petróleo bruto a tal velocidade… Que não haverá mais petróleo bruto", alertou Kenneth Watt, ecologista norte-americano, na década de 1970.

Esta citação surge em vários artigos publicados mais ou menos recentemente. Mesmo que fosse apócrifa, porém, isso não inviabilizaria o presente artigo de verificação de factos, na medida em que a previsão de esgotamento (ou declínio acentuado após um pico) das reservas mundiais de petróleo foi um tema comum ao longo das últimas décadas. Com especial incidência na época da primeira Crise Petrolífera de 1973-74.

Não está em causa se os recursos petrolíferos são finitos, tão só a evolução das reservas comprovadas de petróleo bruto ao nível mundial que, de facto, têm vindo a aumentar quase ininterruptamente desde o início da década de 1980.

É o que demonstra o seguinte gráfico recolhido a partir da base de dados "Our World in Data", da Universidade de Oxford, Reino Unido.

De 682 mil milhões ("billion" na escala anglo-saxónica) de barris em 1980 para 1,73 biliões ("trillion") de barris em 2020, as reservas comprovadas quase triplicaram neste período temporal de quatro décadas, contrariando as profecias de esgotamento ou declínio.

"Trata-se de petróleo bruto que sabemos com razoável certeza que pode ser recuperado no futuro sob as condições económicas e operacionais existentes. As reservas comprovadas diminuem quando extraímos petróleo e aumentam à medida que novos recursos são descobertos ou se tornam economicamente viáveis para extração", informa-se na apresentação dos dados.

A sugestão implícita no post tem fundamento. Importa apenas ressalvar que o ritmo de crescimento das reservas parece ter abrandado a partir de 2010.

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