"No primeiro trimestre do ano [de 2022], a remuneração brutal total mensal aumentou 2,2% relativamente ao mesmo trimestre do ano passado. A remuneração real diminuiu 2%, tendo em conta o IPC [Índice de Preços do Consumidor]", lê-se no post de 12 de maio no Facebook, denunciado como falso ou enganador para verificação de factos pelo Polígrafo.

Os dados mais recentes sobre este indicador foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no dia 12 de maio, mais especificamente no boletim "Estatísticas do Emprego - Remuneração bruta mensal média por trabalhador - 1.º trimestre de 2022" (pode consultar aqui).

"A remuneração bruta total mensal média por trabalhador (por posto de trabalho) aumentou 2,2% no trimestre terminado em março de 2022 (1.º trimestre do ano), em relação ao mesmo período de 2021, para 1.258 euros. A componente regular daquela remuneração aumentou 1,7%, situando-se em 1.127 euros, e a remuneração base subiu 1,6%, atingindo os 1.058 Euros", informou o INE.

No entanto, "em termos reais, tendo como referência a variação do Índice de Preços do Consumidor, a remuneração bruta total média diminuiu 2,0% e tanto a regular como a base diminuíram 2,5%. Estes resultados abrangem 4,3 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações".

De acordo com o INE, "em relação março de 2021, os maiores aumentos da remuneração total foram observados nas atividades imobiliárias (6,4%), nas empresas de um a quatro trabalhadores (6,2%), no setor privado (3,0%) e nas empresas de serviços de alta tecnologia com forte intensidade de conhecimento (5,5%). Foram observadas variações negativas da remuneração total nas atividades de eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio (-16,3%), nas empresas de 500 ou mais trabalhadores (-0,6%) e nas empresas de alta tecnologia industrial (-0,5%)".

"Em março de 2022, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador aumentou 2,2%, passando de 1.231 euros em março de 2021 para 1.258 euros um ano depois. Esta variação é igual à observada em dezembro de 2021", especifica-se no mesmo boletim. "A remuneração bruta regular mensal média por trabalhador exclui, entre outras componentes salariais, os subsídios de férias e de Natal, pelo que tem um comportamento menos sazonal. Em março de 2022, aumentou 1,7% em relação ao período homólogo de 2021, passando de 1.108 euros para 1.127 euros. Este crescimento foi inferior em 0,6 pontos percentuais (p.p.) ao observado em dezembro de 2021".

"A remuneração bruta base mensal média por trabalhador aumentou 1,6%, passando de 1.041 euros em março de 2021 para 1.058 euros em março de 2022. Esta variação foi inferior à observada em dezembro de 2021 (menos 0,6 p.p.). Ajustando para a inflação, medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC), que foi de 4,3% no trimestre terminado em março de 2022, as remunerações analisadas (total, regular e base) registaram as seguintes variações homólogas reais: -2,0%, -2,5% e -2,5%", complementa-se.

Importa ainda salientar que a inflação voltou a aumentar em abril de 2022, início de um novo trimestre. No dia 11 de maio, o INE publicou os dados definitivos referentes ao IPC do mês de abril, revelando que "a variação homóloga do IPC foi de 7,2% em abril de 2022, taxa superior em 1,9 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior e a mais elevada desde março de 1993".

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