"A Organização das Nações Unidas (ONU) publicou o relatório demográfico do primeiro trimeste de 2019. Há 7,8 mil milhões de pessoas no mundo. Mulheres: 5,6 mil milhões. Homens: 2,2 mil milhões. De 2,2 mil milhões de homens, mil milhões já são casados, 130 milhões estão na prisão, 70 milhões sofrem de doenças mentais. Isto significa que apenas existem cerca de mil milhões de homens disponíveis para casar e dentro desse número 50% estão desempregados, 3% são gays, 5% são padres católicos, 10% são os seus familiares e 32% têm mais de 66 anos”, pode ler-se na respetiva publicação, datada de 11 de julho.

No final deixa-se um alerta: "Pensem duas vezes antes de tratarem os homens como lixo."

Confirma-se?

Não há qualquer registo na página da ONU de um relatório demográfico referente ao primeiro trimeste de 2019. O assessor do Fundo das Nações de Unidas para a População, Frederick Okwayo, declarou à Agência France Presse (AFP) que os dados veiculados no post não são da autoria da ONU e que a organização nem sequer publica relatórios populacionais trimestralmente, mas sim a cada três ou quatro anos.

O documento mais recente, divulgado em 2019, está disponível no site da ONU: "2019 Revision of World Population Prospects". Nessa data, o relatório demonstrava que existiam 7,7 mil milhões de pessoas no mundo: 3,82 mil milhões de mulheres e 3,89 mil milhões de homens.

Os dados indicam também uma previsão da população mundial até ao ano de 2100 (10,87 mil milhões). Mas nem nessa altura se prevê que o número de mulheres (5,42 mil milhões) seja o dobro do número de homens (5,44 mil milhões).

"A população global deverá atingir os 8,5 mil milhões em 2030, 9,7 mil milhões em 2050 e 10,9 mil milhões em 2100, de acordo com a projeção variante média, que assume um declínio da fertilidade para os países onde as famílias grandes ainda prevalecem, um ligeiro aumento da fertilidade em vários países onde as mulheres têm menos de dois nados-vivos em média ao longo da vida, e reduções contínuas na mortalidade em todas as idades", descreve-se também no documento.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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