"A Rede Expressos passou a vender os lugares da frente mais caros porque têm 'vista'. É esta a informação que vos quero dar hoje", lê-se num tweet divulgado na manhã de segunda-feira e que somou milhares de reações em poucas horas.

Divididos entre a dúvida e o espanto, os comentários deixados em resposta ao tweet rapidamente se multiplicaram, levando mesmo alguns internautas a simular a compra de um bilhete para confirmar este aumento de preço nos lugares dianteiros do autocarro.

No sentido de perceber se o privilégio de uma "vista" para a estrada pode ficar mais caro aos clientes, o Polígrafo contactou a Rede Expressos, que esclarece o mal entendido:

"A Rede Expressos atua com cinco classes promocionais por autocarro, dependendo do trajeto. Existem bilhetes promocionais a 5 euros, 8 euros, 10 euros, 12 euros e 15 euros, além de um programa de fidelização que também atribui benefícios aos seus titulares."

Ora, os quatro lugares do autocarro, logo a seguir ao motorista, "não são passíveis de qualquer desconto ou tarifas promocionais, tal como está explicado nos nossos termos e condições", explica fonte oficial da empresa de transportes.

De facto, na alínea 14 dos Termos e Condições da Rede Expressos está disposto que "os lugares 1 a 4 não são passíveis de compra com desconto ou bilhetes promocionais", o que faz com que, não tendo necessariamente aumentado o seu preço, estes lugares tenham um tratamento diferenciado dos restantes.

Como forma de esclarecer o autor do tweet, a Rede Expressos apressou-se a garantir, em resposta no Twitter, que os lugares da frente, com "vista", "não são mais caros, simplesmente não são passíveis de compra com desconto ou bilhetes promocionais".

Em suma, as afirmações em causa transmitem informação falsa e descontextualizada.

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