"O sistema de repartição tornou-se de forma gradual num modelo misto, financiado pelas quotizações, mas também, tal como nos países nórdicos, pelo imposto. (…) Em 1980 as contribuições representavam 88,3% das receitas da Segurança Social, em 2019 a taxa ficou-se pelos 40%. O modelo atual depende mais dos impostos indiretos, dos rendimentos da propriedade, das transferências correntes, das vendas de bens e das receitas de capital do que das contribuições", lê-se no post de 10 de fevereiro.

De facto, a receita total arrecadada pelo Sistema de Segurança Social em 1980 cifrou-se em 512.368 milhões de euros, dos quais 452.503 milhões provenientes das contribuições. Ou seja, 88,3% do total das receitas.

Mais recentemente, na Conta da Segurança Social de 2019 (a última disponível) verifica-se que a receita total arrecadada foi de 41.647.288 milhões de euros, dos quais 18.365.454 provenientes das contribuições. Ou seja, 44,1% do total das receitas.

Ora, na percentagem de 2019 há um ligeiro desvio (44,1% para 40%) em relação à indicada na publicação sob análise, que corrigimos no título do presente artigo e não relevamos ao ponto de colocar em causa a classificação geral de verdadeiro.

No post alega-se também que "o número de beneficiários das pensões de velhice da Segurança Social passou de 1,511 milhões de indivíduos em 2000 para 2,070 milhões em 2020". Mais uma vez, os dados do Instituto da Segurança Social (ISS) confirmam que é verdade, perfazendo um aumento de cerca de 500 mil beneficiários desde 2000.

O mesmo se aplica à alegação de que "os beneficiários da Caixa Geral de Aposentações passaram entre 2000 e 2020 de 426 mil para 648 mil", de acordo com os dados do ISS (compilados na Pordata), enquanto os beneficiários de pensões da Segurança Social passaram de 2.480.265 em 2000 para 2.969.728 em 2020.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente Verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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