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PSP cumprimentou elemento do grupo de neonazis “1143” em dia de manifestações antifascistas?

Sociedade
O que está em causa?
Nas redes sociais têm-se multiplicado as críticas ao comportamento da PSP durante o policiamento às duas manifestações de movimentos opostos que se juntaram no mesmo horário no Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa. Critica-se a receção "de amigo para amigo" ao grupo neonazi 1143 devido a uma imagem que mostra um aperto de mãos entre as duas partes. A PSP escusou-se a responder às questões dirigidas pelo Polígrafo.

“Grupo 1143 a ser recebido pela polícia, de amigo para amigo”, lê-se num tweet difundido viralmente no X desde 10 de junho, dia em que duas manifestações opostas – uma que juntou movimentos antifascistas, intitulada “Não Passarão”, e outra de cariz nacionalista, associada ao Grupo 1143 – se juntaram em simultâneo junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

O tweet partilha quatro imagens antes da tensão entre os dois grupos e um pormenor que não escapou aos olhos dos utilizadores da rede social: um aperto de mão entre um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) e um elemento do grupo de neonazis nacionalistas.

Um outro tweet aumenta a imagem de forma a que esse pormenor não passe despercebido juntamente com a seguinte mensagem: “A PSP de mão dada com os fascistas.”

Pelo X circulam ainda vários vídeos dos momentos em que a PSP tentava restabelecer a ordem, mas sempre sem sucesso. Posto isto, serão as imagens reais? E o que diz a PSP?

A resposta à segunda pergunta é simples: nada. Apesar de as imagens serem reais – embora não tenha sido possível determinar o contexto em que este momento aconteceu – a PSP escolheu ignorar a pergunta enviada pelo Polígrafo sobre os cumprimentos que foram trocados nesse dia entre os agentes e os manifestantes.

Na resposta remetida, a PSP diz apenas que “ambas as manifestações foram devidamente comunicadas à autoridade administrativa, neste caso a Câmara Municipal de Lisboa, tendo essa entidade informado a PSP da realização das mesmas”.

Nesse sentido, e por não ter “competência para proibir ou autorizar qualquer tipo de reunião ou manifestação”, foi planeado um “policiamento adequado e ajustado à análise e avaliação efetuada, incluindo equipas de intervenção rápida do Comando Metropolitano de Lisboa e o Corpo de Intervenção da Unidade Especial de Polícia de reserva”.

A mesma fonte acrescentou ainda que as manifestações estavam comunicadas para o mesmo local, mas em horários distintos, “não se antevendo que houvesse coincidência de horário”, e que ainda assim, “enquanto decorreram em normalidade, a PSP absteve-se de intervir”.

Quanto aos momentos de tensão, a PSP indicou que houve o “arremesso de alguns objetos e provocações entre os diferentes manifestantes e manifestações,” tendo procedido a uma “intervenção de forma a criar maior distância entre os dois grupos de manifestantes, criando um perímetro de segurança maior, garantindo que ambos pudessem exercer o seu direito”, rejeitando assim, ainda que de forma indireta, tratamento diferente em relação aos dois lados das manifestações.

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Avaliação do Polígrafo:

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