“Mesmo com as esmolas da Europa, o centrão abrileiro continua a empobrecer Portugal”, condena-se numa publicação em que se refere que a produtidade em Portugal face à União Europeia (UE) é mais baixa hoje do que em 2000. Mas será mesmo assim?
Esta informação foi divulgada, na última semana, numa notícia do jornal “Eco”, que se baseou numa análise da Business Roundtable Portugal.
A associação, que reúne líderes de 46 grandes empresas portuguesas, explica na última edição do relatório “Comparar para crescer” que o crescimento do emprego (79,6%) no país, impulsionado pela imigração, não foi acompanhado por um aumento da produtividade.
De acordo com o relatório, que dispõe de dados do Eurostat, em 2025, a produtividade por hora trabalhada em Portugal correspondia a 66,9% da média da União Europeia, abaixo dos 67,6% registados em 2000. Em termos relativos, a posição do país no ranking europeu também se deteriorou, passando da 17.ª posição em 2000 para a 24.ª entre os 27 Estados-membros em 2025.
Entre as causas para o problema, destaca-se a falta de investimento público e privado, a saída de jovens qualificados para o estrangeiro e o aumento de trabalhadores em áreas menos produtivas.
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