“Responsável por Crimes de Guerra, de Apartheid e de Genocídio”: está a ser disseminada nas redes sociais uma suposta capa da revista "Time" com a imagem de Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro de Israel, rodeado de caveiras - elencando-se, assim, as alegadas violações cometidas pelas suas tropas sobre território palestiniano.

Tudo isto porque, segundo se alega, o governante israelita teria sido eleito, pelo referido meio de comunicação social norte-americano, “Assassino do Ano” de 2023, devido às violentas investidas militares israelitas conduzidas, nomeadamente, sobre a Faixa de Gaza.

Mas será que se confirma que a Benjamin Netanyahu foi mesmo atribuído o título de “Assassino do Ano”?

De facto, não existe qualquer evidência que sustente que tal capa tenha sido publicada no final do ano passado. Isto porque as três distinções atribuídas, em início de dezembro, pela “Time” foram de natureza bem distinta: “Personalidade do Ano”, “Atleta do Ano” e “CEO do Ano”, entregues, respetivamente, a Taylor Swift, Lionel Messi e Sam Altman. Em causa, segundo a revista, uma escolha que refletiu “a avaliação dos editores sobre os indivíduos que mais marcaram as manchetes dos jornais" nos "12 meses” anteriores, tanto “para o bem”, como “para o mal”.

Aliás, importa notar que Benjamin Netanyahu nem sequer constou da lista de nomeados para o título de “Personalidade do Ano” de 2023.

Além disso, em e-mail enviado à agência Reuters, um porta-voz da revista assegurou que a capa aqui analisada não é autêntica, sustentando a tese de que o Primeiro-Ministro israelita não foi mesmo eleito “Assassino do Ano” de 2023.

Perante estes factos, atribuímos à alegação o carimbo “Pimenta na Língua”. 

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