"Não vale a pena subir salários e pensões. Preço da carne sobe 21%, lacticínios 19% e frutas e legumes 15% desde o início da guerra", lê-se num post de 4 de novembro no Facebook, enviado ao Polígrafo com pedido de verificação de factos.

Desde o dia 24 de fevereiro de 2022, data do início da invasão da Ucrânia por forças militares da Rússia, que tem sido notório um aumento generalizado dos preços que já se traduz aliás numa taxa de inflação de 9,3% (com um valor estimado de 10,2% em outubro, segundo o mais recente boletim do Instituto Nacional de Estatística).

De acordo com as contas da Deco Proteste, confirma-se que o preço da carne subiu 21,17%, o dos lacticínios subiu 19,08% e o das frutas e legumes subiu 15,27% no período de 23 de fevereiro (véspera do início da guerra na Ucrânia) e 2 de novembro.

"Os 10 produtos que mais viram o seu preço aumentar entre 23 de fevereiro e 2 de novembro foram o açúcar branco (mais 48%), a laranja (mais 47%), a pescada fresca (mais 46%), a polpa de tomate (mais 37%), a couve-coração (mais 36%), o carapau (mais 34%), o bife de peru (mais 33%), o leite UHT meio gordo (mais 32%), o frango inteiro (mais 30%) e a batata vermelha (mais 28%)", realça a associação de defesa do consumidor.

Importa salientar que estes aumentos têm sido consecutivos, semana após semana, provocando um aumento substancial da taxa de inflação - que calcula "quanto é que os preços se alteraram (em percentagem) entre diferentes períodos", segundo a definição do Banco de Portugal. De acordo com as últimas estimativas do Instituto Nacional de Estatística, a taxa de inflação em outubro (estimada em 10,2%) será "a mais elevada desde maio de 1992".

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Avaliação do Polígrafo:

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