"Passámos hoje a barreira dos 1.000 internados. O nosso SNS começa a manifestar os primeiros sinais de tensão. Na conferência de imprensa de hoje, Graça Freitas referiu que os internos do ano comum e os alunos de enfermagem vão, sob supervisão, reforçar as equipas de saúde pública que, neste momento, já não conseguem dar resposta em tempo útil", destaca-se no texto da publicação em causa.

No que respeita ao número de internados, confirma-se?

Consultando o relatório da situação epidemiológica em Portugal de 16 de outubro (com dados referentes ao dia anterior), publicado na página da Direção-Geral da Saúde (DGS), verifica-se que foram registados 1.015 internados por Covid-19 no total, dos quais 144 em unidades de cuidados intensivos. No relatório anterior, de 15 de outubro, foram registados 993 internados no total, dos quais 139 em unidades de cuidados intensivos.

O número de internados continuou a aumentar nos últimos dias, alcançando um total de 1.237 no relatório de 20 de outubro, dos quais 176 em unidades de cuidados intensivos.

Confirma-se assim que Portugal voltou a ultrapassar o limiar de 1.000 internados com Covid-19, algo que já não acontecia desde a primeira vaga da pandemia, entre março e abril.

Desde o início da pandemia, o pico de internamentos de infetados com Covid-19 foi atingido no dia 16 de abril (ou mais corretamente no dia 15 de abril, tendo os dados referentes a esse dia sido divulgados no relatório da DGS de 16 de abril), com um total de 1.302 pessoas internadas, entre as quais 229 em unidades de cuidados intensivos.

A manter-se esta tendência de aumento gradual dos internamentos, esse pico de 16 abril poderá vir a ser ultrapassado nas próximas semanas.

Quanto aos evocados "primeiros sinais de tensão" no Serviço Nacional de Saúde (SNS), perante o avolumar de casos de infeção e internamentos, a própria diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência de imprensa de 16 de outubro, reconheceu que "neste momento existe enorme pressão sobre as unidades de saúde pública, porque estamos com muitos doentes e a investigação epidemiológica implica que se vá a procura de contactos de alto risco e de baixo risco, que não precisam de ficar em isolamento profilático".

"Alunos dos últimos anos das escolas de Enfermagem, acompanhados pelos professores, vão ajudar as equipas de saúde pública, sempre com supervisão da autoridade de saúde, a fazer inquéritos epidemiológicos e a detetar contatos o mais rápido possível", informou então Graça Freitas.

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