“Andamos há anos a pagar milhões para ter o exclusivo da Web Summit e o irlandês espertalhão que montou a feira por aqui anuncia uma Web Summit no Brasil, mas ‘garante que Lisboa será sempre a nossa casa’ Naturalmente, já enganou os trouxas”, escreve-se numa publicação do Twitter com perto de mil reações.

Nas respostas ao tweet surgem várias críticas à cimeira dedicada à inovação e à tecnologia que nasceu em 2009 na Irlanda, tendo-se mudado para Lisboa em 2016.

Mas é verdade que Portugal tem o exclusivo da Web Summit?

Questionada pelo Polígrafo, a Câmara Municipal de Lisboa afirma ser verdade que existe um contrato de exclusividade da Web Summit com Portugal, mas sublinha que o acordo contempla apenas a Europa. Isto é, a organização do evento pode realizar a cimeira em países de outros continentes.

A autarquia esclarece ainda que Portugal gasta 11 milhões de euros por ano na Web Summit, dos quais “são suportados pela Câmara Municipal de Lisboa cerca de quatro milhões”.

Sem mais explicações, a autarquia remete o enquadramento deste contrato para uma entrevista feita pela Renascença ao ex-presidente da Câmara, Fernando Medina, no final de 2020. À data, o ex-autarca e atual ministro das Finanças reagia ao anúncio do alargamento da cimeira a Tóquio e revelava que o contrato com a Web Summit previa exclusividade apenas para a Europa, manifestando-se “muito satisfeito” com a expansão da Web Summit para outros continentes.

Questionado pelo jornal "ECO" sobre a eventual necessidade de compensar Portugal pelo uso do nome Web Summit noutra localização, Paddy Cosgrave afastou esse cenário: “Não há compensação."

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