"O nosso maior parceiro comercial, a Espanha, registou a pior contração de toda a Europa - uma queda de 18,5%. Uma ideia mais concreta do que isto significa: o PIB real de Espanha caiu para níveis de 2002/2003, ou seja, a Espanha produziu tanto (ou tão pouco) como há 17 anos atrás", destaca-se também no texto da publicação em causa.

"O desemprego só ainda não aumentou mais porque as medidas de lay-off são uma espécie de paliativo económico (necessário, refira-se), que nos causa uma letargia, mas que após o seu término dará origem a despedimentos colectivos. A política monetária e fiscal certamente podem ajudar, mas não podem anular um problema que é fundamentalmente do lado da oferta: destruiu-se capacidade produtiva, tanto aquela que ficou por produzir, como aquela que deixará de ser capaz de produzir devido às falências", argumenta o autor da mensagem.

Confirma-se que Portugal registou uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) de -14,1% em cadeia e de -16,5% em termos homólogos?

De acordo com o boletim de "Contas Nacionais Trimestrais - Estimativa Rápida a 30 dias", publicado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB em volume registou uma variação de -16,5% em termos homólogos e de -14,1% em cadeia no segundo trimestre de 2020.

"Refletindo o impacto económico da pandemia, o PIB registou uma forte contração em termos reais no segundo trimestre de 2020, tendo diminuído 16,5% em termos homólogos, após a redução de 2,3% no trimestre anterior. Este resultado é explicado em larga medida pelo contributo negativo da procura interna para a variação homóloga do PIB, que foi consideravelmente mais negativo que o observado no trimestre anterior, refletindo a expressiva contração do consumo privado e do investimento", salienta-se no documento. "O contributo negativo da procura externa líquida também se acentuou no 2º trimestre, traduzindo a diminuição mais significativa das Exportações de Bens e Serviços que a observada nas Importações de Bens e Serviços devido em grande medida à quase interrupção do turismo de não residentes".

Mais, "comparativamente com o primeiro trimestre de 2020, o PIB diminuiu 14,1% em termos reais (variação em cadeia de -3,8% no trimestre anterior). Este resultado é também explicado, em larga medida, pelo contributo negativo da procura interna para a variação em cadeia do PIB, verificando-se também um maior contributo negativo da procura externa líquida".

No que respeita à alegação sobre a contração do PIB em Espanha, também é factualmente correta. A economia espanhola registou uma queda histórica de -18,5% no segundo trimestre face ao primeiro, devido ao confinamento para conter a epidemia da Covid-19, segundo anunciou ontem o instituto nacional de estatística espanhol.

Esta evolução negativa do PIB em Espanha resulta do colapso do consumo das famílias (21,2%), do investimento empresarial em bens de capital (25,8%) e das exportações (33,5%), num contexto de paralisação da actividade e do encerramento das fronteiras, enquanto as despesas das administrações públicas cresceram 0,4%. O emprego medido em horas trabalhadas caiu 21,4%, um declínio maior do que a destruição de empregos equivalentes a tempo inteiro, que caiu 17,7%.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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