Uma publicação de 22 de abril, divulgada no Facebook, garante que Portugal ocupou o último lugar da Europa no ranking de produtividade. Não há mais informações sobre este indicador ou sequer sobre o ano em que tal sucedeu, mas os dados conhecidos não sustentam esta alegação.

"Atingimos finalmente o último lugar da Europa no ranking da produtividade. Foi uma luta difícil, mas conseguimos", ironiza o autor.

Os números mais recentes sobre a produtividade dos trabalhadores foram divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e mostram que, para o ano de 2020, Portugal foi o 7º país menos produtivo da União Europeia (UE), isto olhando para o Produto Interno Bruto (PIB) real por hora trabalhada, com 40,01 dólares americanos/hora. Atrás de Portugal ficaram a Hungria, Letónia, Grécia, Croácia, Roménia e Bulgária.

Além disso, também uma publicação da Pordata, com o seguinte título: "Como trabalham os portugueses? Os números essenciais sobre o trabalho e a economia no país", divulgada no dia 1 de maio de 2021 mas com dados relativos a 2019, retrata um país com escassa produtividade, salários abaixo da média e habilitações que ficam aquém do que se esperava.

De acordo com este relatório da base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a verdade é que, mesmo sendo, em 2019, "um dos seis países com menor produtividade, ou seja, que geram menos riqueza por hora de trabalho (65% da média da UE27)", Portugal tem vindo a aumentar este indicador no panorama anual e se tivermos em conta a produtividade por hora de trabalho. Bulgária, Grécia e Letónia são os menos produtivos e Irlanda, Luxemburgo e Dinamarca são aqueles que mais riqueza geram por hora de trabalho.

O trabalhador nacional é retratado através de três médias: trabalha 36 horas por semana, produz 23 euros por hora e ganha 1.170 euros por mês. Tudo isto no ano de 2019. Apesar de continuar a trabalhar mais horas do que a média da União Europeia (31 horas em 2019), Portugal registou, em 2018, uma produtividade em paridades do poder de compra (26) bastante mais baixa do que a média dos 27 países da União Europeia (40).

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