Começando pelo número de refugiados acolhidos em Portugal, de acordo com um comunicado conjunto do ministro da Administração Interna e da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, emitido no dia 19 de junho de 2019, o Estado português tinha acolhido até então, no âmbito de vários programas e desde 2015, um total de 1.870 refugiados.

Ou seja, entre o número real (1.870) e o número evocado na publicação sob análise (500.000) verifica-se uma diferença de 498.130 pessoas.

Mais especificamente, "no quadro do Programa de Recolocação, concluído em março de 2018, Portugal acolheu (de dezembro de 2015 a março de 2018) 1.552 refugiados, provenientes da Grécia (1192) e da Itália (360). Do total, entre 982 requerentes do sexo masculino e 570 do sexo feminino, 730 eram maiores de 18 anos e 822 menores de 18 anos e, maioritariamente, cidadãos nacionais da Síria (837), Iraque (338) e Eritreia (338)", indica-se no documento.

"No âmbito do Programa Voluntário de Reinstalação do ACNUR, Portugal assumiu o compromisso de reinstalar 1.010 refugiados. Até ao momento, chegaram ao nosso país 62 refugiados a partir da Turquia, e 134 a partir do Egipto. Para além dos programas de Recolocação e de Reinstalação, chegaram a Portugal 122 pessoas, desde o Verão do ano passado, na sequência de resgates de navios humanitários no Mediterrâneo - Lifeline, Aquarius I, Diciotti, Aquarius II, Sea Watch III, Alan Kurdi e outras pequenas embarcações", acrescenta-se.

Este documento foi emitido há um ano, mas o número de refugiados acolhidos desde então não aumentou substancialmente. De acordo com os dados mais recentes do CPR - Conselho Português para os Refugiados, essa organização acolheu um total de 2.856 refugiados nos últimos cinco anos.

No que concerne aos inscritos no Banco Alimentar, no dia 30 de abril de 2020, a Agência Lusa informou que "os 12.060 pedidos que já chegaram ao Banco Alimentar desde o início da pandemia de Covid-19 abrangem cerca de 58 mil pessoas", de acordo com Isabel Jonet, presidente dessa instituição particular de solidariedade social.

Ou seja, entre o número real (58.000) e o número evocado na publicação sob análise (600.000) verifica-se uma diferença de 542.000 pessoas.

"Uma contabilidade em atualização permanente, por excesso, feita de casos particulares e de muito desespero, como o pedido presencial, no armazém de Alcântara, em Lisboa, de um homem que perante o amontoado de caixas de fruta gritava sem perceber porque não lhe davam pelo menos uma peça de fruta", salienta-se na mesma notícia. "O caso relatado por Isabel Jonet serve também para explicar a razão para o Banco Alimentar nunca entregar alimentos e encaminhar sempre as pessoas para as associações mais próximas de suas casas. No dia em que abrirem uma excepção nunca mais deixarão de ter filas à porta".

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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