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Portugal é o segundo país da União Europeia com maior percentagem de trabalhadores precários?

Sociedade
O que está em causa?
Ou mais rigorosamente, percentagem de trabalhadores ativos com contratos temporários, situação em que "empregador e empregado concordam que o seu término é determinado por condições objetivas" como uma data específica ou a conclusão de uma missão.
© Shutterstock

“O Portugal socialista ultrapassou Espanha e Itália em número de trabalhadores precários“, destaca-se num post de 2 de abril no Facebook, indicado ao Polígrafo para verificação de factos.

É uma alegação que tem fundamento, de acordo com os últimos dados do Eurostat, embora confunda “número” com “percentagem” de trabalhadores precários.

Os dados em causa do serviço de estatística da União Europeia correspondem à percentagem de trabalhadores ativos com contratos temporários (ou precários, num sentido mais lato). O Eurostat define neste âmbito que se considera que um trabalhador tem um emprego temporário nas situações em que “empregador e empregado concordam que o seu término é determinado por condições objetivas”, nomeadamente uma data específica, a conclusão de uma missão ou o regresso de um trabalhador que foi temporariamente substituído.

Em 2023, Portugal destaca-se com a segunda maior percentagem da União Europeia neste indicador, ao nível de 17,4%, superado apenas pelos Países Baixos com 27%. Seguem-se Espanha (17,1%), Itália (16,1%) e França (15,5%).

Confirma-se que ultrapassou as percentagens de Espanha e Itália desde 2022, quando estava na quarta posição da tabela, com 16,6%. Nesse ano, os Países Baixos (27,4%) já se destacavam no topo, seguidos precisamente por Espanha (21,2%) e Itália (16,9%).

No início desta série estatística, em 2014, Portugal situava-se na quarta posição, com 21,4%. A percentagem até baixou ao longo da última década, mas Portugal subiu na tabela em comparação com os restantes Estados-membros da União Europeia.

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Avaliação do Polígrafo:

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