“Portugal é o 2.º país da UE com maior percentagem de trabalhadores precários”, diz-se num tweet publicado no X a 12 de agosto. No mesmo post refere-se ainda que, “entre 2019 e 2023, dos 11 países com maior aumento no rendimento disponível das famílias – todos – reduziram a precariedade entre os trabalhadores”.
Será mesmo verdade que Portugal está no segundo lugar do pódio de países com maior proporção de trabalhadores precários?
Sim. Ainda que o gráfico partilhado pelo autor da publicação faça referência a números de 2023, os dados mais recentes do Eurostat, de 2024, não mostram grandes diferenças no grupo de países com maior percentagem de empregados com vínculos temporários em comparação com o número total de trabalhadores.
Os Países Baixos continuam a ser o país da União Europeia com maior percentagem, 26,3 %, uma diminuição de um ponto percentual em relação ao ano anterior. Em segundo lugar, agora empatado com a vizinha Espanha, surge Portugal.
Em 2024, a percentagem de trabalhadores com vínculos temporários em Portugal era de 16%, tal como Espanha. No ano anterior ambos registavam valores mais elevados. Portugal com 17,5%, Espanha com 17,3%.
Confirma-se, assim, que Portugal continua a ser o segundo país com maior percentagem de trabalhadores precários – ou com vínculos temporários -, agora empatado com a Espanha. A informação veiculada no tweet é verdadeira.
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