"Mais uma vergonha nacional, 48 anos depois de abril. Temos a mais baixa escolaridade da Europa, 41% dos portugueses sem Ensino Secundário, mesmo com um ensino socialista facilitista. Temos os empresários com mais baixa escolaridade da Europa, 48% sem Ensino Secundário", realça-se num post de 11 de julho no Facebook.

"A baixa qualificação dos empresários portugueses, e dos trabalhadores, ajuda a explicar os baixos níveis de produtividade de Portugal, comparativamente à Europa. Esta é mais uma triste imagem da realidade nacional, que nos é escondida, neste paraíso socialista em que vivemos, privilegiando o artificialismo dos rankings nacionais das escolas", conclui-se.

Consultando a base de dados do Eurostat - serviço de estatística da União Europeia - verificamos que, no âmbito da percentagem da população entre os 25 e 64 anos de idade com pelo menos o Ensino sSecundário completo, Portugal queda-se mesmo na última posição entre os Estados-membros da União Europeia, com apenas 59,5%. Estes são os dados mais recentes, do ano de 2021.

Os países mais próximos de Portugal, na cauda da Europa, são Malta (61,6%), Itália (62,7%) e Espanha (63,9%), todos abaixo da média geral dos 27 Estados-membros da União Europeia que, em 2021, cifrou-se em 79,3%.

No topo da tabela, com percentagens superiores a 90%, sobressaem a Lituânia (94,9%), a República Checa (94,4%), a Eslováquia (93,3%), a Polónia (93,2%), a Letónia (92,2%) e a Eslovénia (91,3%).

Ou seja, países ou territórios que faziam parte da URSS ou do Pacto de Varsóvia, excepto a Eslovénia - neste caso, um antigo membro da Jugoslávia, outra república socialista mas não alinhada com o Pacto de Varsóvia.

Sim, confirma-se que o nível de escolaridade da população (entre os 25 e 64 anos de idade) de Portugal é o mais baixo da União Europeia.

E o mesmo se aplica aos empresários ou empregadores. De acordo com o relatório "Estado da Nação 2022" da Fundação José Neves (pode consultar aqui), "as qualificações dos gestores de empresas têm aumentado, mas Portugal continua a ter a maior percentagem de empregadores e gestores que não terminou o Ensino Secundário, seguido de perto apenas por Malta".

"Em 2021, este era o caso para 47,5% dos empregadores, praticamente o triplo da média europeia que se fixou em 16,4%. Associado às baixas qualificações da força de trabalho, este é um aspeto que pode estar a limitar a produtividade da economia portuguesa", salienta-se no estudo.

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