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Plano de desconfinamento que circula nas redes sociais é autêntico?

Política
Este artigo tem mais de um ano
O que está em causa?
Está a circular nas redes sociais um ficheiro com um alegado plano de desconfinamento com medidas a ser aplicadas já a partir de março. O Governo já veio esclarecer que o documento é falso e que “pelas falsas expectativas que pode gerar, com o inerente risco para a saúde pública, esta falsificação será objeto de comunicação ao Ministério Público”.

O documento começou a circular na quinta-feira de manhã, 25 de fevereiro, nas diversas redes sociais e rapidamente se tornou viral. O suposto plano dá conta de um desconfinamento gradual, com início a 15 de março e término a 3 de maio, com o fim do teletrabalho, a reabertura das escolas e faculdades e de toda a restauração.

Será autêntico?

Em nota enviada ao Polígrafo, fonte do gabinete do primeiro-ministro garante que o “documento não tem qualquer veracidade, não é da autoria do Governo, nem se baseia em qualquer trabalho preparatório, pelo que às informações constantes do mesmo não deve ser atribuída qualquer credibilidade”. A imagem que se tornou viral consiste “numa adulteração abusiva da tabela de desconfinamento divulgada em abril do ano passado”.

“Pela desinformação e falsas expectativas que tal documento pode gerar, com o inerente risco para a saúde pública, esta falsificação será objeto de comunicação ao Ministério Público”, adianta a mesma fonte.

“Pela desinformação e falsas expectativas que tal documento pode gerar, com o inerente risco para a saúde pública, esta falsificação será objeto de comunicação ao Ministério Público”, adianta a mesma fonte.

O gabinete de António Costa refere ainda que “o Governo encontra-se a preparar os futuros passos de desconfinamento, que serão dados em devido tempo, em articulação com a estratégia de testagem e o plano de vacinação”, Porém, “considera que é inoportuno proceder nesta fase a qualquer apresentação ou discussão pública sobre o tema”, sendo que “este não é ainda o momento do desconfinamento”.

“Pelo contrário, tal como referido no projeto de decreto de Sua Excelência o Presidente da República, não é recomendado pelos peritos reduzir ou suspender, neste contexto, as medidas de restrição dos contactos”, conclui.

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Atualização: Em declarações ao jornal “Expresso”, Carlos Macedo e Cunha, colunista convidado do “Observador”, admitiu a autoria do ficheiro, esclarecendo que “foi partilhado num grupo fechado de amigos”. O documento terá sido adulterado posteriormente por terceiros. Macedo e Cunha explica que o objetivo era a elaboração de “uma proposta de plano para apresentar ao Governo”.

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Avaliação do Polígrafo:

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