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Pensionistas portugueses são dos que “mais trabalham na Europa por razões financeiras”?

Sociedade
O que está em causa?
Numa publicação no Facebook, um utilizador da rede social acrescenta ainda que a maioria dos pensionistas recebe montantes que não ultrapassam os 500 euros. Terá razão?
© Shutterstock

Foi publicado no Facebook um post que indica que “os portugueses são dos reformados que mais trabalham na Europa por razões financeiras”. O autor da publicação considera que “não é difícil encontrar uma explicação” para este cenário. “A maioria recebe pensões que não ultrapassam os 500 euros”, refere.

Será verdade?

De acordo com o Eurostat, o serviço de estatísticas da União Europeia, em 2023 (dados mais recentes) 39% dos reformados portugueses que continuaram a trabalhar depois de começar a receber pensão de velhice fizeram-no por necessidades financeiras.

A percentagem coloca Portugal na sexta posição na tabela de países em que os pensionistas que trabalham reportaram estas necessidades.

Figura, portanto, atrás de Chipre (68,6%), Roménia (54,3%), Bulgária (53,6%), Croácia (48,2%) e Letónia (47,9%). Mas há 21 países da União Europeia com proporções inferiores. A média da UE, para referência, é de 28,6%.

A alegação de que “a maioria” dos pensionistas recebe montantes que não ultrapassam os 500 euros também é verdadeira.

De acordo com a Conta da Segurança Social referente a 2023 (mais recente), foram atribuídas nesse ano 1.359.573 pensões de velhice e invalidez de valor até 1 IAS – que nesse ano equivalia a 480,43 euros.

Tendo em conta que se contabilizaram nesse ano 2.124.000 pensões de velhice e 164.000 pensões de invalidez, os montantes de até 480,43 euros representavam 59,4% do total. Ou seja, mesmo sem contar as pensões entre os 480,43 e os 500 euros, já excedia a metade.

O documento agrupa na divisão por escalões as pensões de invalidez e velhice. Mesmo que se excluam as pensões de invalidez, assumindo, hipoteticamente, que todas tinham valores de 1 IAS ou menos, só as pensões de velhice neste escalão continuavam a representar 52,25% de total de pensões de velhice e invalidez.

Conclui-se que a publicação é verdadeira.

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Avaliação do Polígrafo:

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