Depois de, na segunda-feira, ter acusado os liberais de pretenderem "reduzir de forma cega o IRC para as empresas", no debate contra Rui Rocha, o socialista Pedro Nuno Santos foi ontem confrontado, uma vez mais, sobre as razões que não o levam a apostar numa diminuição desse imposto - como tem defendido, por exemplo, para o IRS.

Nos minutos finais de uma entrevista à CMTV, o líder do PS considerou que o “IRC, na realidade, é uma falsa questão”. Até porque, argumentou, “40% das empresas não pagam IRC”.

Esta alegação tem fundamento?

Os mais recentes números divulgados pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) comprovam que sim.

Segundo o “Dossier Estatístico de IRC 2019-2021”, o “número de entidades com IRC Liquidado nulo” foi “elevado” nesses três anos: “57,4% em 2019, 60,4% em 2020 e 55,3% em 2021”.

Porém, a “percentagem de contribuintes que não efetuou qualquer pagamento a título de imposto sobre o rendimento é menor, representando cerca de 39,5% em 2019, 43,1% em 2020 e 40,6% em 2021”.

Percentagem muito próxima da indicada por Pedro Nuno Santos que obtém assim um carimbo de "Verdadeiro".

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