"Há um partido político que diz que se quer reconciliar com os mais velhos em Portugal. O PS não precisa de se reconciliar, tem uma relação de confiança com os pensionistas, que é uma parte da nossa população que nós levamos muito a sério", começou por afirmar esta noite o líder do Partido Socialista, em entrevista à CMTV. Sem surpresas, Pedro Nuno Santos acusou a direita de "ter cortado pensões e ter até tentado com que esses cortes fossem permanentes", ao passo que o socialistas fizeram "vários aumentos ao longo dos últimos oito anos". É verdade?

Sim. Mas há mais história onde Pedro Nuno Santos foi buscar esta: tal como ficou determinado no Orçamento do Estado para 2011, o último da responsabilidade de Sócrates, nesse ano não foram objeto de atualização os valores das pensões de invalidez e de velhice do regime geral de Segurança Social, as pensões por incapacidade permanente para o trabalho, as pensões por morte e por doença profissional e demais pensões, subsídios e complementos. Ou seja, ficaram congeladas.

No memorando da troika foram inscritas as seguintes medidas: "reduzir as pensões acima de 1.500 euros, de acordo com as taxas progressivas aplicadas às remunerações do setor público a partir de janeiro de 2011, com o objectivo de obter poupanças de, pelo menos, 445 milhões de euros; suspender a aplicação das regras de indexação de pensões e congelar as mesmas, excepto para as pensões mais reduzidas, em 2012."

O mecanismo de atualização das pensões já tinha sido suspenso em 2011, antes da assinatura do memorando, pelo Governo de Sócrates. Posteriormente, já no âmbito da aplicação do memorando, o Governo de Passos Coelho manteve essa suspensão, embora aumentando uma parte das pensões mínimas: o escalão mais baixo das pensões mínimas do regime geral, a pensão social e a pensão do regime agrícola. Em 2013, esse aumento foi de 1%.

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