Ontem à noite, na “Grande Entrevista” da RTP3, o líder do PS não poupou críticas aos sociais-democratas e admitiu que a proposta do IRS Jovem, herdada dos socialistas pelo governo de direita, não é a mais justa. Citando o FMI, alertou para o facto de dois terços dos jovens ganharem “cerca de mil euros por mês”. Será verdade?
Sim. Este número está nas conclusões de um estudo apresentado a 9 de abril, durante as XXIV Jornadas de Psicologia do Instituto Universitário de Ciências da Saúde – CESPU, no Porto, destacadas num artigo publicado no mesmo dia pelo “Jornal de Notícias”.
Intitulado “Retrato da População Jovem Portuguesa. Quem São, o Que os Move Agora e Quais as suas Expectativas”, o estudo inquiriu mais de 5.000 jovens e apurou que o salário médio dos jovens que trabalham até 35 horas semanais é de 725 euros líquidos por mês. Entre os que trabalham 35 a 40 horas semanais, o salário médio é de 847 euros líquidos. E para os que trabalham mais de 40 horas semanais, a média salarial ascende a 1.144 euros líquidos.
Em suma, cerca de dois em cada três dos jovens inquiridos ganham menos de mil euros líquidos por mês. Um terço dos jovens independentes ainda vive com a família e apenas 20% tem casa própria. Além disso, as mulheres recebem 26% menos do que os homens.
Aliás, não é um fenómeno exclusivo dos jovens. Tal como o Polígrafo verificou recentemente, cerca de 3 milhões de trabalhadores em Portugal auferem um salário bruto de até mil euros por mês.
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Avaliação do Polígrafo:
