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Pedro Fidalgo Marques (PAN): Há capitais de distrito “sem ligação à ferrovia” em Portugal

Política
O que está em causa?
Numa entrevista ao jornal "Público", o cabeça-de-lista do PAN nas eleições para o Parlamento Europeu destacou a "neutralidade carbónica" como uma das maiores prioridades políticas. Nesse âmbito defendeu que "é urgente ligar todas as capitais de distrito com ferrovia, porque só assim vamos conseguir ter coesão e combater as alterações climáticas".
© Agência Lusa / António Cotrim

Questionado sobre “qual é a grande prioridade para estas eleições”, em entrevista ao jornal “Público” (25 de maio), o candidato do PAN ao Parlamento Europeu começou por apontar para o “bem-estar animal” e a importância de “baixar o IVA na alimentação e nos cuidados médico-veterinários”. Sublinhou também que “é preciso terminar o transporte dos animais vivos para países terceiros” e criar “uma base de dados comum de animais de companhia”.

Relativamente à “parte ambiental”, Pedro Fidalgo Marques elegeu a “neutralidade carbónica, que tem de ser antecipada”, como a maior prioridade. Nesse ponto referiu-se à “transição para as energias renováveis”, “preservação da biodiversidade” e “mobilidade suave”.

Para o candidato do PAN, “temos que ligar toda a Europa por ferrovia”. Mais, “é urgente ligar Lisboa a Madrid, é urgente ligar todas as capitais de distrito com ferrovia, porque só assim vamos conseguir ter coesão e combater as alterações climáticas”.

Confirma-se que nem todas as capitais de distrito têm ligação à ferrovia em Portugal?

Sim. Esse é precisamente um dos objetivos inscritos no Plano Ferroviário Nacional que o Governo de António Costa apresentou em abril de 2021.

As capitais de distrito sem ligação à ferrovia são Vila Real, Bragança e Viseu. Um dos investimentos previstos no Plano Ferroviário Nacional consiste na nova Linha de Trás-os-Montes que “cumpre uma função de ligação de passageiros a duas capitais de distrito, Vila Real e Bragança, atualmente sem serviço ferroviário”.

Ao que acresce uma nova linha no eixo Aveiro-Viseu-Vilar Formoso que “melhorará significativamente a mobilidade entre a Beira Interior e todo o litoral do país”, além de “resolver uma das lacunas mais importantes do sistema de transportes nacional, a ausência de acessibilidade ferroviária à cidade de Viseu”.

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UE

Este artigo foi desenvolvido pelo Polígrafo no âmbito do projeto “EUROPA”. O projeto foi cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa de subvenções do Parlamento Europeu no domínio da comunicação. O Parlamento Europeu não foi associado à sua preparação e não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores do programa. O Parlamento Europeu não pode, além disso, ser considerado responsável pelos prejuízos, diretos ou indiretos, que a realização do projeto possa causar.

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Avaliação do Polígrafo:

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