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Paulo Núncio anuncia desfiliação do CDS-PP e transita para o Chega?

Política
O que está em causa?
Suposta notícia do jornal "Expresso" está a ser partilhada em redes sociais como o Facebook e X/Twitter. Verdade ou mentira?

“Não posso estar num partido de pussies que chama fascista a tudo o que mexe“, terá afirmado Paulo Núncio, deputado e um dos vice-presidentes do CDS-PP, justificando a pretensa saída do partido.

A “notícia” surgiu nas redes sociais, na forma de uma imagem com o logótipo do jornal “Expresso” que, além da citação, apresenta dois destaques: “Paulo Núncio anuncia a sua desfiliação do CDS-PP” e “anuncia ainda a sua filiação ao Chega”.

Exibe também uma fotografia de Núncio no que parece ser uma conferência de imprensa na sede do Chega, ou rodeado de símbolos e propaganda do partido de André Ventura.

O facto, porém, é que o jornal “Expressonão publicou tal notícia sobre Núncio, nem qualquer outro jornal ou órgão de comunicação social fidedigno.

Aliás, não há registo público de que Núncio tenha alguma vez proferido a declaração exibida na imagem. E não anunciou a sua desfiliação do CDS-PP, nem a sua filiação no Chega.

Em resposta ao Polígrafo, fonte oficial do CDS-PP confirmou que todas as informações patentes na imagem são falsas, assim como a fotografia de Núncio rodeado de propaganda do Chega não passa de uma montagem, com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial.

Esta fake news surge no contexto em que Núncio recusou apoiar António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, além de contestar a ideia de que André Ventura seja um “candidato anti-democrata”.

“Ouço para aí dizer que a segunda volta das eleições presidenciais vai ser disputada entre um candidato democrata e um candidato anti-democrata. Senhores deputados, qualquer candidato que receba o voto popular e que ganhe eleições tem legitimidade democrática, quer seja de esquerda, quer seja de direita”, argumentou Núncio, no último debate quinzenal na Assembleia da República.

“Desde quando é que os portugueses que se abstiverem ou, por mera hipótese, votarem no outro candidato são menos democratas que os demais? (…) Era o que faltava que o único voto legítimo e democrático fosse no candidato apoiado pelo PS”, asseverou.

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Avaliação do Polígrafo:

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