"A arrogância eco-fascista dos animaleiros, enquadra-se na linha esquerdista de inventar novas 'soluções' para os 'problemas' da sociedade. O PAN pretende proteger os bandidos inventando um 'Direito Humano' em que se colocam frente-a-frente, vítimas e bandidos, para que os lesados perdoem os criminosos e ainda obrigar os contribuintes a pagar às ONGs para vigiar esta insanidade", critica-se numa das publicações detetadas pelo Polígrafo.

Na imagem associada destacam-se propostas do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) que estarão inscritas no respetivo programa eleitoral: "Instituir a obrigatoriedade de reclusos condenados por crimes violentos contra outras pessoas fazerem uma sessão semanal de reconciliação com os familiares das vítimas, mediante aceitação destas e, caso não se trate de um homicídio, também com as próprias vítimas"; "Garantir que o estatuto de recluso passe a ser equiparado ao de pessoas vulneráveis e protegidas nos termos da lei"; "Criar protocolos com ONGs para a inspeção das prisões e condições…"

O Polígrafo analisou o programa eleitoral do PAN referente às legislativas de 2022 e não encontrou qualquer vestígio de tais propostas. Não há mesmo uma única referência a "reclusos", "crimes violentos" ou "prisões" em todo o documento.

No entanto, essas propostas estavam inscritas no programa eleitoral do PAN referente às legislativas de 2019. Geraram polémica na altura em que foram conhecidas, motivando até um artigo de verificação de factos do Polígrafo em setembro de 2019.

Liderado por André Silva (entretanto sucedido por Inês Sousa Real), perante as críticas generalizadas, o PAN acabou mesmo por corrigir a proposta mais controversa que passou a ter a seguinte redação:

"Permitir sessões semanais de reconciliação entre reclusos condenados por crimes violentos, com excepção dos crimes de violência doméstica ou violação, e familiares das vítimas ou com as próprias vítimas, desde que todas as partes assim o pretendam."

Ou seja, a proposta em causa não está no programa eleitoral do PAN para as legislativas de 2022, ao contrário do que se subentende nas publicações sob análise. Estava, sim, no programa das legislativas de 2019 e, mesmo nesse caso, foi corrigida ainda durante a campanha eleitoral.

Pelo que resta aplicar um carimbo de "Falso".

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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