"Pelos portugueses! Aqui não há coelhos na cartola", proclama-se numa das publicações que detectámos, em página no Facebook identificada como "Chega - Caldas das Rainha", exibindo um cartaz de apelo ao voto em Vitorino Silva, líder do partido RIR e adversário de André Ventura, do Chega, nas eleições presidenciais.

Aliás, a imagem de perfil da página foi mesmo substituída pelo cartaz de Vitorino Silva, acentuando a estranheza.

Verificou-se um fenómeno similar nas páginas das concelhias de Ansião, Óbidos e Pombal do partido Chega, todas do distrito de Leiria. Com o mesmo cartaz de apelo ao voto em Vitorino Silva, em vez de André Ventura, líder do partido em causa.

Como é que se explica este fenómeno?

Questionada pelo Polígrafo, fonte oficial do Chega esclarece que as publicações resultam de uma “usurpação de antigos membros do partido que alteraram as páginas nas redes sociais”. O partido indica que está a avaliar a situação e, se necessário, vai “agir em conformidade, ou seja, judicialmente”.

Por sua vez, Luís Paulo Fernandes, atual líder da estrutura distrital de Leira do Chega, aponta no mesmo sentido: “Estão a ser utilizadas indevidamente as páginas que foram construídas pelo anterior presidente distrital”.

“É verdade que estes perfis nas redes sociais estiveram relacionados com o Chega”, admite Fernandes. No entanto, garante que o administrador das páginas é ainda “o antigo líder do partido no distrito de Leiria, Rodrigo Freire, que se afastou do partido em setembro após a realização do Congresso em Évora”.

O Polígrafo confirmou que as páginas em causa não registavam qualquer atividade desde meados de setembro de 2020, tendo sido reativadas com as publicações em que se apela ao voto em Vitorino Silva.

O atual líder da estrutura distrital de Leiria sublinha que esta, na sua composição atual, “em nada está relacionada com estes perfis nas redes sociais e que não apoia outro candidato, apenas André Ventura”.

Já a mandatária da campanha presidencial de Vitorino Silva nega qualquer relação do candidato com o sucedido. "Não houve qualquer tipo de acordo ou de contacto por parte dos autores das publicações. Não estamos, de modo algum, relacionados com o assunto", responde ao Polígrafo.

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Avaliação do Polígrafo:

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