"Recentemente restauraram a rosa dos ventos e [o] mapa [em] frente ao Padrão dos Descobrimentos em Belém, Lisboa. A fiscalização continua inexistente, trotinetes, skates e bicicletas continuam a rolar e a danificar o frágil mármore da obra. Porém, a razão deste post é a curiosidade em saber quanto custou o e quem foi o imbecil que efetuou o restauro", lê-se na publicação de 21 de dezembro, com imagens que mostram o antes e o depois de uma parte da gravura da rosa dos ventos.

"Mesmo que desconheça a história, bandeiras e heráldica de Portugal podia sempre ter ido ao Google! Reparem nas quinas originais à esquerda e 'restauradas' à direita", sublinha-se.

As imagens parecem comprovar a descrição. Na da esquerda, as quinas estão representadas no seu formato original, com quatro pontos brancos de lado e um no centro. Na da direita, os pontos brancos surgem dispostos de forma diferente.

Questionada pelo Polígrafo, Margarida Kol de Carvalho, diretora do Padrão dos Descobrimentos, confirma que foi efetuada, recentemente, uma "intervenção de restauro do acesso" ao monumento, a qual "terminou no segundo semestre de 2021".

Kol de Carvalho assume a responsabilidade pela intervenção, em conjunto com a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), e reconhece a existência de "um erro na colocação das quinas", o qual já tinha sido detectado antes do contacto do Polígrafo.

"A substituição dos escudos e reposição das quinas já foram solicitadas, estes trabalhos serão efetuados logo que as condições atmosféricas o permitam", informa a diretora do Padrão dos Descobrimentos. O novo restauro vai ser realizado diretamente no local, ao ar livre, pelo que será necessário aguardar pelas condições que permitam uma "secagem lenta em ambiente seco" do material.

Tal como se alega na publicação, também no página oficial do Padrão dos Descobrimentos é feita referência ao "enorme desgaste" a que este acesso - desenhado com o intuito de ser apenas pedonal - tem vindo a sofrer por causa da "passagem contínua de bicicletas, skates, patins, trotinetes e outros veículos que sobre ela circulam", ainda que tal seja proibido.

___________________________________

Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente Verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

Assina a Pinóquio

Fica a par de todos os fact-checks com a newsletter semanal do Polígrafo.
Subscrever

Recebe os nossos alertas

Subscreve as notificações do Polígrafo e recebe todos os nossos fact-checks no momento!

Em nome da verdade

Segue o Polígrafo nas redes sociais. Pesquisa #jornalpoligrafo para encontrares as nossas publicações.
Verdadeiro
International Fact-Checking Network