António Costa fez ontem uma defesa empenhada da entrada de mais imigrantes em Portugal. Objectivo: construir, nas suas palavras, “um país aberto, cosmopolita e integrado, para todos”.

Para sublinhar a diferença do PS face aos seus adversários nesta matéria, Costa recuou aos tempos do cavaquismo, recordando o dia em que, no início dos anos 90, o então Primeiro-Ministro convocou uma reunião do Conselho de Segurança Interna, alegadamente alarmado com uma “invasão das brasileiras de maus costumes...”

Na altura, Portugal era a porta de entrada para a Europa de uma corrente de prostituição controlada pelas máfias brasileiras e os governos francês e inglês ameaçaram com represálias caso o Executivo português não tomasse medidas para conter aquele fenómeno localizado de imigração.

Passados mais de 25 anos sobre o episódio, Costa não só não quer fechar as fronteiras como as quer abrir ainda mais. Pelo menos a acreditar no que afirmou ontem.

Mas será que os números da imigração registados nos anos desta governação reflectem as suas intenções?

A resposta é positiva, nomeadamente quando se faz a comparação com os dados relativos à legislatura anterior (2011-2015).

Veja-se a evolução do número de entradas de imigrantes em Portugal entre 2008 e 2018:

dados
Fonte: Pordata

Nunca houve, por outro lado, tantos estrangeiros a viver em Portugal. De acordo com o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, há hoje entre nós em 480.300 estrangeiros com autorização de residência.

Avaliação do Polígrafo:

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