Em publicação de 4 de novembro no Facebook, na página "JPP ALRAM" (do Juntos pelo Povo, focado na representação do partido na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira), aponta-se para a diferença do preço de uma botija de gás (de 13 quilogramas) entre as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

"Custo de vida: Madeirenses pagam mais 11 euros por uma garrafa de gás do que os açorianos", destaca-se.

Na imagem que figura no post lê-se também que "uns ganham mais e pagam menos", ao passo que "outros ganham menos e pagam mais". E comparam-se os preços (a par do salário mínimo): "garrafa de gás nos Açores a 18,30 euros, salário mínimo de 740,25 euros; garrafa de gás na Madeira a 29,35 euros, salário mínimo de 723 euros."

Aliás, precisamente no dia 4 de novembro, Élvio Sousa, líder parlamentar do JPP, desafiou o Governo Regional da Madeira a explicar a todos os madeirenses "porque é que na Região [Autónoma da Madeira] uma garrafa de gás custa mais 11 euros do que nos Açores".

"Esta semana, o madeirense paga, em média, cerca de 60% mais caro do que um açoriano, na compra de uma garrafa de gás de 13 quilómetros, ou seja, 18,30 euros nos Açores e 29,35 euros na Madeira", afirmou.

Para o deputado do JPP, a explicação é simples: "Como se já não bastasse o IVA a 22% que penaliza transversalmente todos os bens e serviços consumidos na Região [Autónoma da Madeira] e os custos por quilómetro superior em 18% relativamente à mercadoria é expedida para os Açores, o mais incrível é chegar à conclusão de que pagamos mais 11 euros por garrafa de gás, estando a Madeira mais perto do Continente do que os Açores."

Confirma-se tamanha disparidade de preços?

O Polígrafo tentou confirmar os valores em causa junto da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), mas não obteve resposta. Por outro lado, contactou o JPP que indicou as fontes utilizadas para calcular os preços.

Na página de uma empresa de venda de garrafas de gás com sede na Madeira disponibiliza-se uma tabela de preços em vigor naquela Região Autónoma. As garrafas de 13 quilogramas custam 29,25 euros desde o dia 26 de outubro.

Quanto aos Açores, o JPP remete para a tabela regulada dos combustíveis em vigor desde o dia 1 de outubro. O gás butano está fixado em 1,408 euros por quilograma. Ou seja, uma botija de 13 quilogramas custa 18,30 euros aos açorianos.

  • É permitido transportar bilhas de gás de Espanha para Portugal?

    Disseminou-se uma publicação nas redes sociais na qual um internauta se queixa de ter sido multado pela Autoridade Tributária e Aduaneira em mais de 300 euros por trazer botijas de gás de Espanha para Portugal. Mas será que é legal o transporte de bilhas de gás entre estes dois países? O Polígrafo verifica.

Os preços máximos dos produtos petrolíferos e energéticos nos Açores são "alterados no dia 1 de cada mês e nos montantes equivalentes à variação do valor do Preço Europa (PE) mensal".

Assim se estabelece no despacho que "fixa os preços máximos de venda ao público dos combustíveis líquidos e dos gases de petróleo liquefeitos". A atualização de novembro manteve inalterado o preço do gás butano vendido em garrafas, pelo que o valor mencionado continua atual.

Contactado pelo Polígrafo sobre a disparidade de preços, o Governo Regional da Madeira remeteu esclarecimentos para as declarações efetuadas pelo presidente Miguel Albuquerque na reunião plenária da Assembleia Legislativa desta terça-feira, dia 8 de novembro.

Relativamente às medidas de mitigação do impacto da inflação e do aumento dos preços dos combustíveis, Albuquerque destacou o "programa 'Gás Solidário' com desconto direto na aquisição das garrafas GPL".

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Avaliação do Polígrafo:

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