"Atenção que se trata das fases 1, 2 e 3 no caso da Pfizer e da Fase 3 no caso da Moderna, fases que supostamente deveriam ser concluídas antes da aprovação do fármaco, conforme as normas estabelecidas", destaca-se no texto da publicação.

"Apenas a Fase 4 é suposto decorrer já após a comercialização e administração do fármaco ao público geral. Mas no caso das vacinas para a Covid-19, ainda nem se concluíram as fases anteriores. Um processo que, por motivos de segurança, teria forçosamente de alongar-se durante vários anos, foi colocado em prática numa questão de meses, ainda sem sequer estar concluído", acrescenta-se.

É um facto que os ensaios das vacinas da Pfizer e da Moderna ainda não terminaram. As datas previstas para a conclusão dos ensaios são 31 de janeiro de 2023 e 27 de outubro de 2022, respetivamente. Contudo, não se trata de um procedimento incomum. A monitorização de segurança continua mesmo após a vacina ter sido aprovada para utilização.

A vacina da Pfizer foi aprovada para utilização de emergência pelos reguladores dos Estados Unidos da América (EUA) em dezembro de 2020. Através de comunicado (emitido a 10 de dezembro de 2020), a empresa farmacêutica informou que iria prosseguir com a monitorização de segurança dos participantes nos ensaios clínicos da Fase 3. "Todos os participantes do estudo continuarão a ser monitorizados para avaliar a proteção e segurança de longo prazo por mais dois anos após a segunda dose", garantiu.

Por sua vez, a Moderna, também através de comunicado (emitido a 31 de dezembro de 2020), referiu que "o estudo de Fase 3 do COVE está em andamento e continuará a acompanhar os participantes durante dois anos. Dados adicionais a serem compilados incluirão acompanhamento de segurança de longo prazo, duração da proteção contra a Covid-19 e eficácia contra infeção assintomática por SARS-CoV-2".

De resto, as vacinas são igualmente monitorizadas por órgãos governamentais à medida que são lançadas. De acordo com a informação disponibilizada no Portal Europeu de Informação sobre Vacinação, "quando uma vacina é aprovada para utilização, as autoridades nacionais da UE/EEE e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) vigiam continuamente os efeitos secundários das pessoas que receberam a vacina", de forma a assegurar que "quaisquer riscos eventuais são detetados e geridos o mais cedo possível".

As informações sobre suspeitas de efeitos secundários estão registadas na base de dados europeia de notificações de suspeitas de reações adversas medicamentosas.

Embora o processo tenha sido acelerado, as referidas vacinas contra a Covid-19 completaram as etapas necessárias de cada ensaio e as normas de segurança foram mantidas.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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