Para a realização do livro Rising Star: The Making of Barack Obama, David Garrow entrevistou o antigo Presidente dos EUA durante mais de 8 horas e conta nesta obra que Obama utilizou Trump como exemplo do ‘sonho americano’. Foi mote perfeito para que vários sites e  publicações afirmarem que em tempos Obama tinha considerado o agora presidente dos EUA como o homem que todos querem ser.

Garrow entrevistou mais de mil pessoas, entre amigos e colegas de Obama, para poder ter um conhecimento profundo dos dias antes de se tornar Presidente dos EUA.

O artigo, com 144 páginas - elaborado em 1991 para a disciplina de Direito e Sociedade em Harvard, pelo antigo Senador de Illinois e o seu colega Rob Fischer - foi também pensado para se tornar num capítulo de um livro. Intitulado “Race and Rhetorics”, foi escrito para analisar a igualdade de oportunidades e os direitos das minorias no contexto dos direitos universais.

O site norte-americano de fact-checking Snopes investigou o caso.

Donald Trump era à época apenas um multi-milionário sem ambições políticas conhecidas e foi, de facto, mencionado como exemplo do ‘Sonho Americano’, mas apenas como caricatura do que, segundo os dois autores, são os ideais de sucesso dos cidadãos americanos. Aliás, o autor do livro sobre Obama explica isso mesmo na obra sobre o democrata. Segundo Garrow, o optimismo infundado dos cidadãos leva-os a valorizar figuras com sucesso como grande objetivo de vida, seja para os próprios, seja para os seus descendentes. E é precisamente aí que entra a figura do atual Presidente dos EUA, Donald Trump.

“(…) uma normativa contínua dos ideais de liberdade individual e mobilidade, valores que se estendem muito para além da questão da raça na mente americana. A profundidade deste compromisso pode ser resumidamente refutada como o optimismo infundado do americano comum – Eu posso não ser Donald Trump agora, mas esperem; se eu não o conseguir, os meus filhos vão fazê-lo”

(Garrow, Rising Star: The Making of Barack Obama)

O optimismo infundado dos cidadãos leva-os a valorizar figuras com sucesso como grande objetivo de vida, seja para os próprios, seja para os seus descendentes. E é precisamente aí que entra a figura do atual Presidente dos EUA, Donald Trump.

Ou seja, Trump foi de facto usado como um exemplo num artigo universitário de Obama, mas somente como forma de materializar um argumento e não como um exemplo de sucesso.

Avaliação do Polígrafo:

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